Cultura

Antigos Estudantes mostram que “nunca se esqueceram” de Coimbra 

Joana Almeida

Música portuguesa presente em peso numa noite que celebrou gerações passadas da academia com Rui Veloso e Excesso a agitar Parque da Canção. Coordenador-geral da COQF revela melhorias “de edição para edição” em balanço geral sobre os últimos anos de QF. Por Joana Almeida e Pedro Cruz

Pelo segundo ano consecutivo, a Queima das Fitas encerrou as suas celebrações com o Dia do Antigo Estudante, desta vez realizado a 1 de junho. Esta edição contou com as atuações de Rui Veloso e do grupo Excesso no palco principal do Parque da Canção. Da mesma forma que em 2023, esta noite tem um cariz solidário, uma vez que os lucros obtidos são revertidos para o Fundo Social António Luís Gomes.

Em comparação aos dias anteriores, o 9º dia de celebrações da festa académica registou uma menor adesão do público, em específico da comunidade estudantil. Contudo, o recinto contou uma grande presença de antigos estudantes, muitos dos quais ex-alunos em Coimbra, como é o caso de Rita Tiago, administrativa. “Vim por ser o dia do Antigo Estudante, mas também pelo Rui Veloso”, confessa a ex-estudante de Serviço Social na Universidade de Coimbra (UC), que ressalta a pouca adesão das pessoas a esta última noite de Queima das Fitas. 

O artista, considerado por muitos o “pai do rock”, inaugurou a noite por volta das 23h40, com 25 minutos de atraso, num espetáculo onde não faltaram os seus maiores sucessos, como “Nunca me esqueci de ti”, “Chico Fininho” e “Porto Côvo”. No entanto, foi ao som de “A Paixão” que o cantor conseguiu fazer com que o público vibrasse mais, em especial os antigos estudantes, que demonstraram nunca se terem esquecido da sua discografia.

Logo, seguiu-se no palco a ‘boy band’ portuguesa Excesso, composta por Gonzo, Carlos, Melão, Duck e João Portugal. Após 25 anos da sua separação, o grupo anunciou o seu regresso à atividade em 2022 e, desde então, tem animado palcos de Norte a Sul do país, marcando presença na QF de 2024 (QF’24), numa noite que reuniu várias gerações. Por entre outras, músicas como “Eu Sou Aquele” e “És Loucura” deixaram o público em êxtase, encerrando, assim, as comemorações no palco principal. 

Por esta altura a festa continuava na tenda, pelo que se manteve com uma “Revival Night” dedicada aos temas populares de décadas anteriores. Para tal, Filipe Sanches, Renato e Hugo Tavares ficaram encarregados de animar a academia e os ex-estudantes. Seguiu-se o DJ Luís Pinheiro que manteve o recinto acordado até às 6 horas, finalizando, efetivamente, mais uma edição da QF.

Por Pedro Cruz

Em retrospetiva

Em conferência de imprensa no recinto, o coordenador-geral da Comissão Organizadora da QF (COQF), Carlos Missel, fez um balanço geral sobre as atividades da edição deste ano, o qual avaliou como “marcante, sobretudo pela comemoração dos seus 125 anos”. O coordenador caracterizou a QF’24 como um “sucesso”, apesar de comentar as divergências quanto à realização da Serenata Monumental, celebrada na Sé Velha. “Não conseguimos deixar de contornar a situação, mas, acima de tudo, o importante é que tudo correu bem”. mantendo-se positivo com ter havido, ressalva. O dirigente esclarece ainda que nunca vai poder desenvolver um evento que “não possua licenças por parte de todas as entidades”.

Ao relembrar os seus últimos quatro mandatos à frente da COQF, Carlos Missel pontuou ter melhorado o evento “de edição para edição”, tornando-o visível a nível nacional e não só local. Ainda assim, refere que ainda existem atividades em que se deve continuar a investir, a fim de melhorar a sua adesão. 

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