Festas Académicas

Tradição cigana, ‘rock’, fado e folclore marcam segunda noite de QF’24

Inês Reis

Várias faixas etárias preenchem recinto. Cabeças de cartaz descem do palco para interagir com fãs. Por Inês Reis

O Parque da Canção recebeu, na segunda noite de Queima das Fitas 2024 (QF’24), Nininho Vaz Maia e Hybrid Theory, ambos cabeças de cartaz. Além destes, atuaram no palco principal, o Grupo de Cordas da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC), a Estudantina Universitária de Coimbra da SF/AAC e a Orquestra Típica e Rancho da SF/AAC.

Passavam uns minutos das 23 horas quando o Grupo de Cordas da SF/AAC se fez ouvir com música tradicional portuguesa. Entre acordes de bandolins, guitarras e baixos, os artistas animaram a audiência com temas como “Contradança”, “Chibita” e “Ruja Ruja”. O público de várias faixas etárias, apesar de reduzido em quantidade, acompanhava o ritmo com aplausos animados e assobios. Os seccionistas aproveitaram a oportunidade para agradecer a mentoria de Amadeu Magalhães e dos antigos membros que compuseram “Dragon Ball”, tema que encerrou a atuação.

Com 60 anos, Maria Bastos viajou desde Albergaria-a-Velha para assistir ao espetáculo de Nininho Vaz Maia, confessando estar bastante ansiosa e com elevadas expectativas. A característica voz do artista encheu o palco pouco depois da meia-noite e foi recebida com entusiasmo pela plateia, já mais composta. O bom ambiente fazia-se sentir com o público a aplaudir e a cantar a plenos pulmões temas como “Bebé”, “Hoje estou chateado” e “Bailando”. Durante o concerto, o cantor desceu para cumprimentar quem estava nas primeiras filas e ainda deu oportunidade a dois fãs de se juntarem a ele na atuação. Próximo do fim, Nininho Vaz Maia interpretou “E Agora” e “Gosto de Ti”, despedindo-se de seguida abraçado aos elementos da banda que o acompanhou.

Sílvia Cruz e Carolina Pereira, estudantes do mestrado em Educação de Adultos e Desenvolvimento Local na Escola Superior de Educação de Coimbra, consideram este “o melhor dia no cartaz”. Ambas levaram expectativas altas até ao recinto para ouvir pela primeira vez os Hybrid Theory que descrevem como “a única oportunidade possível de ver Linkin Park ao vivo”.

Por volta das 2 horas, as colunas estremeceram e a banda de tributo foi recebida com gritos dos que aguardavam para os ouvir. No entanto, uma fração da audiência abandonou o palco principal e caminhou rumo à tenda, devido à chuva que se fez sentir vinte minutos após o início. Ainda assim, os fãs mais fiéis continuaram a vibrar com os temas de ‘rock’ cantados pelo vocalista Ivo Rosário. Lurdes Rodrigues e Ana Fonseca, estudantes de Medicina em Coimbra, são exemplos de quem não se deixou afetar pelas condições meteorológicas e partilham que a atuação “superou as expectativas”. Na lista de temas interpretados, destacam-se “Numb”, “Somewhere I Belong” e “In The End”, cantada por Miguel Martins e Ivo Rosário um nível abaixo do palco, junto do público.

Após uma pequena pausa, os membros da Estudantina Universitária de Coimbra da SF/AAC juntaram-se e iniciaram a atuação com “Capa Negra, Rosa Negra”. O público presente, na sua maioria estudantes, acompanhou o grupo em originais como “Madalena”, “Traçadinho” e “À Meia ao Luar”. Por fim, não pôde faltar a “Balada da Despedida do 5ºAno Jurídico 88/89” para emocionar os finalistas e caloiros que também a cantaram do início ao fim.

Como última atuação, a segunda noite da QF’24 contou com a Orquestra Típica e Rancho da SF/AAC, que trouxe a tradição folclórica. Entre pingos de chuva, os membros do grupo misto dançaram modas como “Caiu a Laranja” e “Vira de Coimbra”. Na saída para os bastidores, os finalistas agitaram as suas fitas e, assim, o palco principal escureceu e ficou vazio.

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