Ensino Superior

Reitor da UC rejeita propostas pró-palestinianas

Por Francisca Costa

Participantes de Acampada Estudantil não pretendem sair até reivindicações serem aceites. Para manifestante, medidas são “um incentivo a um cessar-fogo pacífico e um ato de solidariedade”. Por Francisca Costa

Através de frases de ordem que apelavam ao apoio à Palestina, entre as quais algumas dirigidas ao reitor da Universidade de Coimbra (UC), Amílcar Falcão, estudantes de Coimbra organizaram uma conferência de imprensa para apresentar a rejeição por parte da Reitoria às suas reivindicações. No passado dia 21, este grupo de estudantes iniciou um acampamento em frente à Faculdade de Letras da UC com o objetivo de “consciencializar e informar sobre o que está a acontecer na Palestina”, expôs Mariana Costa, participante na manifestação.

O manifesto apresentado no dia 21 de maio ao reitor da UC contava com o pedido de adoção de três medidas: “o posicionamento por um cessar-fogo, imediato e permanente em todo o território palestiniano ocupado; o hasteamento da bandeira palestiniana na Torre da UC, por tempo indeterminado; o término imediato de todos os programas, acordos e protocolos com as empresas, instituições e universidades israelitas, bem como a recusa de qualquer financiamento em currículo académico pelo Estado de Israel”. Mariana Costa assinalou que as reivindicações apelam por um “posicionamento de toda a universidade, que se recusa a contribuir para o fim do genocídio”.

Em conferência de imprensa, a estudante Maria João Gonçalves informou que os três pedidos foram recusados sob a argumentação de que a UC age apenas de acordo com o direito internacional e que nenhuma bandeira, além da portuguesa, pode ser hasteada na Torre da UC. A participante apontou que esta argumentação é desprovida de contexto histórico, e reforçou que o acordo proposto “é um incentivo a um cessar-fogo pacífico e é um ato de solidariedade”. Indicou também que a Reitoria estava aberta para voltar a reunir amanhã e, mais uma vez, deixou o apelo para que a academia se una à causa destes estudantes.

O acampamento que teve início ao final da manhã de terça-feira é “autogerido através de assembleias populares diárias, de forma democrática e representativa”, contou Mariana Costa. A estudante referiu ainda que não pretendem terminar a Acampada Estudantil até que as suas reivindicações sejam cumpridas.

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