Festas Académicas

Parque da Canção vibra ao som de pagode e música brasileira

Leonor Viegas

Menos é Mais e Claudia Leitte trazem ritmos brasileiros ao recinto. Palco principal fecha com performances da Phartuna e Imperial TAFFUC. Francisca Costa e Leonor Viegas

O grupo Menos é Mais e a cantora Claudia Leitte subiram ao palco principal do Parque da Canção esta terça-feira para fazer o público dançar com atuações cheias de ritmo e animação. Apesar do cancelamento do concerto DJ Guuga no recinto da Queima das Fitas, a Phartuna e a Imperial TAFFUC garantiram a continuação do espetáculo com temas tradicionais de Coimbra.

A primeira atuação começou com pouca afluência junto ao palco, mas, com o avançar da noite, os amantes de música brasileira correram ao encontro dos artistas. Ao som de músicas como “Lapada Dela”, “Matadinha de Saudade” e “ Mal Acostumado” a plateia começou a aquecer com a primeira dupla. Filipe Felício, estudante de Engenharia Informática e Catarina Fonseca, aluna de Ciências Biomédicas Laboratoriais (CBL), admitem não conhecer o repertório do grupo musical, no entanto partilham a opinião de que os sons “dão para dançar, mesmo sem se saber a letra”. Tanto Mafalda Carvalho, aluna de CBL, como a colega do mesmo curso depositam maior expectativa no cartaz para os próximos dias.

Francisca Costa

Apesar de terem aberto mais uma noite de espetáculos, não foi só no parque que se fizeram ouvir. A banda Menos é Mais fez, durante a tarde, um concerto aberto na Praça da República e o vocalista, Jorge Farias, admite que foi como “voltar ao tempo antes da fama”. Acrescenta ainda que este foi o concerto fora do Brasil em que tiveram mais interação com o público”. Ainda que já estivesse à espera de uma boa receção por parte dos estudantes, surpreendeu-se com a energia que mostraram ao longo do espetáculo. 

A entrada de Claudia Leitte “tirou o pé do chão” de todo o recinto ao som de temas autorais como “Largadinho” e “Amor Perfeito” e ‘covers’ de músicas brasileiras e internacionais. O parque viu o seu espaço ser preenchido pela disposição contagiante da cantora acompanhada pelos seus passos de dança eufóricos.

Antes de entrar, a artista confessa que a animação vinda do público aumentou as suas expectativas para o concerto de “música pau-no-olho”, expressão que traz consigo da Bahia, que pretende “deixar o povo para cima”, explica. Para si, a energia da noite permite que o público “se esqueça dos problemas e se entregue à alegria do momento”. Em relação à cidade, a cantora pretende ainda levar “uma saudade boa, que alimenta a esperança de um retorno”.

Entre lágrimas de saudade, a Phartuna subiu ao palco na quinta noite de Queima das Fitas. Com o tema “Balada do 5.º ano de Farmácia” os finalistas despediram-se da cidade dos estudantes. No seguimento, a tuna cantou “Rua do Norte”, acompanhada pela plateia, e finalizou a sua  apresentação. A Imperial TAFFUC fechou a noite no Parque da Canção com os temas “Balada de Maio” e “Memórias”.

Francisca Costa e Leonor Viegas

To Top