Festas Académicas

Palco Secundário da QF abre com música de géneros diversificados

Iris Jesus

Rock, rap, hip-hop e música eletrónica preenchem primeira noite. Mundo Segundo realça importância do hip-hop na educação dos jovens. Por Iris Jesus

Após quatro noites de Palco RUC, esta terça-feira, dia 28 de maio, datou a abertura do palco secundário da Queima das Fitas (QF). No cartaz constavam os artistas Broken Time Machine, Tilhon, Mundo Segundo e Word vs Mood Setter. Com início efetivo pelas 00h35, as atuações estenderam-se até ao nascer do sol, numa noite que ficou marcada pelo “ecletismo na escolha dos artistas”, como apontou Tomás Alves, estudante da Faculdade de Ciências de Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra.

Os primeiros a ocupar o palco foram os integrantes da banda de ‘rock’ Broken Time Machine. Sob a promessa de lançar um álbum no mês de julho, a banda entreteve o público com originais como “She said”, “It’s gonna be ok” e “Just a name”. O concerto terminou pelas 2 horas da manhã, tendo sido seguido pela dupla de rap, Tilhon, que ao som de músicas como “Cowabunga” ou “Quem não recorda?” iluminaram a crescente audiência do espaço. Para Filipa Martins, estudante da licenciatura de Relações Internacionais, estas atuações demonstraram que “o palco secundário é bom para aqueles que procuram um estilo alternativo”.

Iris Jesus

Pelas 03h45, o artista de hip-hop Mundo Segundo foi recebido no palco por uma plateia cheia. No seu ‘set’, em que mencionou “todos aqueles que se apaixonaram na adolescência pelo mundo deste estilo musical”, apresentou canções recentes, entre elas “Ilustre desconhecido”, e antigas, como “Porto de abrigo” ou “Conto bafiento”. Pedro Oliveira, aluno na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, foi um dos estudantes levados ao palco secundário pela apresentação de Mundo Segundo. Na sua opinião, o presente cartaz revela-se “superior aos dos anos anteriores, visto que mantém foco em géneros populares e na cultura portuguesa”.

Em conferência de imprensa, Mundo Segundo declara que “a cultura hip-hop, muitas vezes, faz parte da educação dos jovens”. Com efeito, o cantor considera que o género musical pode servir de refúgio àqueles que “precisem de um rumo” e é capaz de “ajudar a formar carácter”, por este motivo é importante mostrá-lo a uma audiência como a da QF.

A noite encerrou-se com a atuação dos Dj’s Word vs Mood Setter, que trouxeram a eletrónica ao recinto. Numa plateia já reduzida, o palco fechou com este ‘set’ pelas 6 horas. Numa nota de apreço, Tomás Vaz, estudante de medicina veterinária na Escola Universitária Vasco da Gama, finaliza: “o palco secundário é um espaço de valorização de artistas menos conhecidos, com imenso potencial”.

Iris Jesus

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