Festas Académicas

Palco RUC abre com sons eletrizantes

Catarina Duarte

Performances vibrantes e ritmos eletrónicos perduram pelo Palco RUC. Tenda conta com novo e mais elevado palco para artistas. Por Catarina Duarte

Silvveira abriu o Palco RUC na primeira noite na Praça da Canção da Queima das Fitas de 2024 (QF’24) às 23 horas. Pela zona pode-se ouvir ainda a banda de rock Krypto e os DJs Sasha Theft e Re:Ni, que encerrou a noite no palco pelas seis horas. Já os que estavam presentes na Tenda puderam contar com Duarte Cavaco, Patrick, a balada brasileira Mais 55 e DJ Luís Pinheiro durante o decorrer da noite.

No Palco RUC a animação veio logo pelas 23 horas com a atuação de Silvveira, pseudónimo do artista conimbricense Carlos Silveira. O músico, também inserido na editora independente Ciga239, apresentou temas que representam uma “homenagem modesta às poucas e pequenas pistas de dança da cidade de Coimbra”.

À 1h15 atuaram os Krypto, banda de rock vinda do Porto. O público pôde contar com a performance irreverente do vocalista Gon, os sons graves do baixo de Martelo e a percussão do baterista Chaka. Com temas desafiantes, letras anti-sistema e vocais com um timbre distinto, o trio cativou os espectadores e fê-los mover ao som de ritmos crus e coreografias espontâneas.

Depois dos Krypto, foi a vez de Sasha Theft encher o Palco RUC com uma atuação agendada para as 2h30. Apesar de ter os horários sobrepostos com Matuê no palco principal, a adesão ao seu set não ficou aquém das expectativas, contando com uma plateia repleta de ‘ravers’ à espera de ouvir o seu repertório.

Por fim, às quatro horas, veio a DJ inglesa Re:Ni fechar este palco com sons inspirados em géneros musicais como o drum & bass e o dubstep. Re:Ni teve o palco por sua conta durante duas horas e conseguiu entregar a todos os presentes uma performance energética e envolvente, sempre pelo universo techno. A artista fez com que a primeira noite da QF’24 no Palco RUC acabasse em tom de animação, deixando o público sedento por mais.

Para o aluno francês ingressado no 5º ano do curso de Medicina Veterinária, Amoury Arnaud, “apostar na música eletrónica na Queima das Fitas de Coimbra é sempre uma mais-valia”, pondo em destaque a vontade de ver ao vivo, no dia 29, a dupla de DJs Vini Vici. Noutra perspetiva, a aluna do 5º ano de Medicina, Joana Lopes, acredita que a organização se devia focar em “trazer artistas mais conhecidos e bem estabelecidos internacionalmente”, mostrando-se reticente com a programação para o palco principal desta edição. A aluna aponta a falta de diversidade no cartaz e acredita que este agrada apenas a “uma específica parte do público geral”, no entanto revela estar entusiasmada para a performance de James Bay, também no dia 29.

À medida que os cabeças de cartaz finalizavam as suas performances no Palco Fórum Coimbra, mais gente se reunia na Tenda do recinto. Um novo e mais elevado palco para artistas, luzes néon e bancas dos vários núcleos de estudantes das diversas faculdades da Universidade de Coimbra rodearam os presentes. Os mais resistentes puderam ainda contar com espetáculos dos artistas Duarte Cavaco, Patrick, Mais 55 e DJ Luís Pinheiro no decorrer da noite. Tocaram-se vários êxitos de artistas nacionais bem como internacionais fazendo com que o techno pop mainstream fosse o estilo musical mais tocado, o que acabou por unir o público. Desta forma, para muitos, foi possível fechar a primeira noite no recinto da Praça da Canção com chave de ouro.

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