Ensino Superior

Jornadas Universitárias dos Direitos Humanos regressam após alguns anos

Raquel Lucas

Pela primeira vez desde a sua criação, iniciativa é temática. Dirigente da SDDH/AAC menciona “papel primordial” do evento para trazer debate sobre Direitos Humanos no seio da academia. Por Raquel Lucas e Luísa Rodrigues

A sétima edição das Jornadas Universitárias dos Direitos Humanos vai decorrer este fim-de-semana, de 10 a 12 de maio, no StudentHub e no Instituto Universitário Justiça e Paz. O evento, que está a ser dinamizado pela Secção de Defesa dos Direitos Humanos da Associação Académica de Coimbra (SDDH/AAC), surge, pela primeira vez, alusivo a um tema. Neste caso, celebra os “50 anos de Abril, 50 anos de Liberdade”.

A principal finalidade é debater e tópicos que abordem a importância e o papel dos Direitos Humanos para “consciencializar e informar” toda a comunidade e, em especial, a académica. Para tal, os três dias de evento estão organizados de forma cronológica, de forma a trazer aspetos do passado, presente e futuro, respetivamente, e mantendo tópicos de discussão alusivos à Revolução dos Cravos e ao panorama político atual.

O dia 10 vai ter início pelas 17 horas no StudentHub e vai contar com duas palestras relativas aos movimentos de resistência à Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) e à Constituição da República Portuguesa. Na primeira sessão vão estar presentes os oradores Eduardo Figueiredo, professor na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (UC), e Maria Paixão, investigadora, ativista e docente na mesma instituição. A segunda conferência vai ser conduzida por Aurora Rodrigues, magistrada jubilada do Ministério Público e ex-presa política da PIDE.

No dia seguinte, pelas 11h30, no Instituto Universitário Justiça e Paz, vão ser realizadas três conferências. A primeira debruça-se sobre a comunidade LGBTQIA+ e vai ser orientada por Gustavo Marinho, voluntário da Rede Ex-Aequo, e Ana Cristina Santos, socióloga no Centro de Estudos Sociais da UC (CES). “Mulheres e a Emancipação” é o nome da segunda sessão, apresentada por Ana Viriato, apresentadora da RTP2 e ativista, e Sara Araújo, investigadora do CES. A última surge sobre a Habitação e vai ser encaminhada por Nuno Travasso, professor e investigador da UC, e Mariana Rodrigues, jurista e ativista.

O último dia vai ser dedicado ao debate com o público, pelo que vão ocorrer, no StudentHub, várias rodas de conversa a partir das 10 horas. A primeira vai ser acerca do fascismo emergente e a segunda sobre como “trazer os valores de Abril para a academia de hoje”.

Após alguns anos sem as Jornadas Universitárias dos Direitos Humanos, devido ao período de confinamento da Covid-19 e à inatividade da SDDH/AAC entre 2022 e 2023, o evento volta para uma edição “pensada para os estudantes e toda a comunidade” que queira discutir e sensibilizar para os Direitos Humanos. De acordo com o presidente da SDDH/AAC, Rafael Pereira, as preparações para esta sétima edição estão a correr bem, pelo que possui altas expectativas em relação ao funcionamento da iniciativa.

Enquanto estudante e seccionista, Rafael Pereira menciona a importância deste género de eventos através do seu “papel primordial” em trazer temáticas como esta ao de cima e de forma gratuita. Para tal, o jovem acredita na responsabilidade da AAC em apoiar este género de projetos.

O evento requer inscrição prévia através das redes sociais da SDDH/AAC e não possui qualquer tipo de custos a nível monetário. Conta ainda com refeições incluídas e um certificado de participação para todos os presentes.

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