Cultura

Feira e Arraial Cultural unem estudantes à Academia

Por Iris Jesus

Associada da RUC sublinha dever da AAC no combate à desvalorização da cultura. Lucros conseguidos nos eventos vão reverter para Fundo Social António Luís Gomes. Por Iris Jesus

No dia 8 de maio, os jardins da Associação Académica de Coimbra (AAC) receberam dois eventos: a Feira e o Arraial Cultural. Ambas as atividades foram promovidas pela Direção-Geral da AAC (DG/AAC) e pela Comissão Organizadora da Queima das Fitas (COQF). A feira teve o objetivo de “dar a conhecer as secções culturais à comunidade estudantil”, informa Natacha Fernandes, comissária do pelouro da cultura da COQF. Já o posterior arraial contou com a venda de alimentos e bebidas, cujos lucros vão reverter para o Fundo Social António Luís Gomes. Em adenda às duas iniciativas, pelas 17h30, a Orquestra Típica e Rancho juntou-se numa apresentação.

As secções culturais começaram a aglomerar-se na feira pelas 15 horas. No espaço encontravam-se a Secção de Defesa dos Direitos Humanos da AAC (SDDH/AAC), a Secção de Astronomia, Astrofísica e Astronáutica (SAC/AAC), a Rádio Universidade de Coimbra (RUC) e o SOS Estudante. Para Beatriz Sousa e João Moura, associados da RUC, a Feira Cultural cumpriu o objetivo de aproximar as estruturas à comunidade estudantil. Na visão de Marta Simões, representante do SOS Estudante, a participação intendeu “disponibilizar a linha telefónica para quem precise de contactar” a estrutura.

De acordo com o presidente da SDDH/AAC, Rafael Pereira, a presença da secção visou demonstrar a continuação do seu trabalho, visto que esta esteve “dois anos em inatividade”. Francisco Flor, vogal da política cultural da DG/AAC, vê nos dois acontecimentos momentos de “movimentação” da Academia, onde se teve “fácil acesso à panóplia cultural da AAC”. Segundo Natacha Fernandes, a Feira Cultural inseriu-se numa vertente social da Queima das Fitas, que visou “incluir os seccionistas” nas festividades. Já Bárbara Póvoa, representante do Conselho Cultural da AAC, acredita que este foi um “momento de convivência, associativismo e defesa de causas”, em que se permitiu a apresentação das secções “dentro da sua atividade”.

No que diz respeito à vertente solidária dos eventos, através da doação ao Fundo Social António Luís Gomes, Francisco Flor realça que “a QF e a DG/AAC têm uma obrigação para com a cidade e a comunidade estudantil”. Já Rafael Pereira considera que, face à crise vivida no acesso ao Ensino Superior, “contribuir para amenizar as dificuldades passadas pelos estudantes é positivo”. Segundo João Moura, a doação representa “o papel social das secções culturais, que são pensadas em favor dos estudantes”. Em tom de conclusão, Beatriz Sousa acrescenta: “a cultura é um pelouro importante, que vemos desvalorizado na sociedade portuguesa, e é benéfico que a AAC mostre o seu apoio através destas iniciativas”.

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