Ensino Superior

Cortejo dos Pequenitos: a tradição académica cultivada na infância

Pedro Cruz

Dinamizar “tarde de felicidade” para crianças é objetivo da COQF. Creche e Jardim de Infância São Miguel condecorada como vencedora do desfile. Por Pedro Cruz

A Comissão Organizadora da Queima das Fitas 2024 (COQF’24) realizou o Cortejo dos Pequenitos, que teve o seu início na Praça 8 de Maio e o encerramento no Parque da Canção. O evento, marcado para as 14 horas, começou 40 minutos mais tarde por causa da possibilidade de chuva, o que acabou por não acontecer. O comissário da QF responsável pelo pelouro da Representação Institucional, João Velez, explica que, caso houvesse chuva, havia tendas instaladas na Praça 8 de Maio para proteger as crianças.

O estudante informa que o Cortejo dos Pequenitos começou a ser organizado em novembro do ano passado, por sugestão da COQF anterior, e que é uma atividade que “requer uma maior logística”. Adiciona que a atenção é “acrescida”, uma vez que se trata de crianças, mas reconhece a ajuda dos diversos colaboradores de outros pelouros para a organização da atividade. Declara também que a COQF’24 se propôs a ajudar as escolas envolvidas ao fornecer materiais, transportes, alimentação e entretenimento para os alunos. “O objetivo não é retirar lucro, mas sim, dar uma tarde de felicidade às crianças”, refere.

O nascer da magia

Deu-se início ao trajeto na Rua Visconde da Luz, onde as crianças, incentivadas e lideradas pelas coordenadoras de cada escola, cantavam canções que ensaiaram antes do evento. Além disso, foram acompanhadas pelos seus familiares, que expressavam felicidade com a encenação de seus filhos. “É interessante cultivar a ideia da universidade desde a infância”, menciona Ana Gomes, mãe de uma das alunas. Considera que comparar as fotografias da sua filha no evento com registos futuros vai ser um “momento muito bonito”.

Outros parentes, como Diego Fernando, veem o evento como uma boa iniciativa para as crianças e uma oportunidade de reunir as famílias. No que toca ao decorrer do evento, comenta que não existiu qualquer problema ou violência, visto que a presença da polícia garantiu medidas de segurança.

A meio do desfile, cada escola parava em frente ao júri. Este era composto por seis elementos, cada um representativo da Reitoria da Universidade de Coimbra (UC), da Câmara Municipal de Coimbra, da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra, do Conselho de Veteranos da UC – Magum Consilium Veteranorum, da Associação de Antigos Estudantes de Coimbra e da Comissão Central da QF.

Com base na atuação das crianças, composta por danças e cantigas, o júri ponderava os pontos e elegia o vencedor, anunciado no final do cortejo. “O objetivo principal é mostrar às crianças o espírito académico e organizar uma atividade interessante para a cidade e para a população”, anuncia João Velez.

Um trajeto que une famílias, infância e tradição  

Por fim, a COQF’24 concentrou as crianças no Parque da Canção, local onde se realiza a QF, para anunciar a escola vencedora. A Creche e Jardim de Infância São Miguel saiu vitoriosa e foi presenteada com uma ida ao Portugal dos Pequenitos.

A diretora pedagógica da instituição, Margarida Craveiro, ressalta que vencer é bom, mas o mais importante é o “espírito vivido” durante o Cortejo dos Pequenitos. Reflete que, com este tipo de iniciativas, é possível envolver não só as famílias, mas também explicar às crianças a tradição académica. Elogia também o “incansável” trabalho da COQF’24, que proporcionou as condições necessárias para que as escolas pudessem participar.

Em comparação ao ano anterior, João Velez explica que a COQF’24 quis trazer um maior número de crianças ao evento. Parabeniza a equipa anterior, pois, graças ao “bom feedback”, esse objetivo foi alcançado. Nesse sentido, reflete que a adesão foi “a esperada”, com cerca de 130 alunos presentes, e que “há coisas a melhorar”. Acrescenta que o trajeto e materiais utilizados foram semelhantes aos do ano passado, com exceção da empresa responsável pelos insufláveis, que foi trocada por outra que o comissário encara como “mais sustentável”.

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