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Coimbra Pela Palestina realiza “Assentada” solidária com as vítimas na Palestina

Pedro Cruz

Estudante apela à participação das pessoas. Ativista ambiciona que Nakba não se repita. Por Pedro Cruz

O coletivo Coimbra Pela Palestina realizou, hoje, uma “Assentada” em solidariedade com a atual situação na Palestina. Os ativistas concentraram-se no Largo D. Dinis, ao pé da estátua, no Polo I da Universidade de Coimbra (UC). A iniciativa começou a 3 de maio, quando a livreira Catarina Varanda, juntamente com um amigo, sentou-se no local como forma de protesto. Assim, com o tempo, mais pessoas aderiram à ideia, que então tornou-se um evento habitual na agenda do coletivo. A açãovai voltar a acontecer no dia 15 de maio, das 10 às 17 horas, no mesmo local.

Catarina Varanda justifica que o espaço foi escolhido devido à sua visibilidade. “É um sítio em  que passa muita gente, não só estudantes e professores como também turistas e funcionários da Universidade”, realça. Também explica que a manifestação tem como objetivo chamar a atenção para o que está a acontecer na Palestina, o que reitera não ter começado em outubro de 2023, mas que se intensificou nesta altura. Da mesma forma, expressa o desejo de que a Nakba não volte a acontecer.

A Nakba, que significa “catástrofe” em árabe, refere-se ao “deslocamento em massa e à expropriação de palestinos durante a guerra árabe-israelense de 1948”, de acordo com a página da Organização das Nações Unidas (ONU). Este deu-se após a independência do Estado de Israel, a 14 de maio do mesmo ano, a partir da Resolução 181 (II) da ONU, que decretou a partilha do território entre árabes e judeus.

Como material, os ativistas trouxeram consigo fotografias que mostram a realidade vivida no conflito. “Escolhemos estas fotos por serem muito chocantes, para que as pessoas vejam que o sofrimento é real, que há pessoas mortas e famílias a chorar”, explica a livreira, que apela à humanidade de quem passa pela manifestação. Da mesma forma, Catarina Wright, estudante na UC, reforça que “não custa nada” participar na ação e que é algo de que todos podem fazer parte.

Catarina Wright apela às pessoas que “se eduquem” a respeito do conflito para que possam informar os outros, a fim de conseguirem uma informação “mais correta” e não “desinformada”, como a que é noticiada em muitos meios de comunicação. “As pessoas têm uma ideia errada” por percecionarem este acontecimento como “uma guerra entre Israel e Hamas, mas não é, é um genocídio”, exclama. Para a estudante, acompanhar jornalistas que estão a cobrir o conflito no próprio local, bem como divulgar e compartilhar tais informações, são de “grande ajuda” para a causa palestiniana.

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