Festas Académicas

1º dia da Queima das Fitas arrancou com recinto cheio e com estreia de Matuê

Luísa Malva

“Quisemos preparar um concerto especial para a Queima, que transportasse a plateia numa viagem”, ilustrou Piruka. Tunas da Faculdade de Medicina celebraram seus finalistas com fitas amarelas. Por Luísa Malva

O primeiro dia das celebrações da Queima das Fitas de 2024 (QF’24) na Praça da Canção teve uma lotação esgotada. A noite contou com os cabeças de cartaz Piruka e Matué, que atuaram no Palco Fórum Coimbra, o principal do recinto. Além dos cabeças de lista, marcaram presença neste palco a Tuna Feminina da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (TFMUC) e a Tuna da Faculdade de Medicina da UC (TMUC).

O 125º aniversário da Queima das Fitas arrancou em força com a performance de Piruka, pouco depois da meia-noite. O artista interpretou diversas músicas reconhecidas, que o público cantou em uníssono e com entusiasmo, como ‘Não se Passa Nada’. Além da energia do artista, o batimento da bateria e o baixo que deu o início à atuação complementaram e elevaram a performance de Piruka. O espetáculo contou com a colaboração da fadista Bia Coba que, em conjunto com o ‘headliner’, interpretou o tema lançado recentemente, intitulado “Fala-me a Verdade”.  O músico, que já atuou na Latada do ano passado, demonstrou-se grato por regressar à cidade dos estudantes e sublinhou a presença deste público que já “o acompanham há 10 anos e que evoluíram em conjunto” com a banda. “Quisemos preparar um concerto especial para a Queima, que transportasse a plateia numa viagem”, ilustrou o artista. 

O brasileiro Matuê estreou-se em Coimbra com um concerto bastante esperado. Arrancou por volta das duas horas com uma audiência mais composta em comparação com o artista anterior. A Praça da Canção vibrou com as batidas de trap brasileiro presente em temas como “Quero Voar”, “Vampiro” e “Quem Manda É a 30”. Em conjunto com um jogo de luzes frenético e um mar de gente que se movia ao som das canções, a performance energética de Matué destacou-se e fez jus às expectativas do público presente. Carolina Miranda, estudante da Universidade de Coimbra, decidiu ir ao recinto no primeiro dia para ver o artista brasileiro. “O Matuê acabou por se destacar porque conseguia transmitir a energia para o público bastante bem”, partilha a aluna.

Já às 3h30, a TFMUC subiu ao palco principal de modo a trazer a tradição coimbrã, característica da Festa dos Estudantes, ao recinto. Entre capas e batinas as estudantes interpretaram temas originais do grupo, como a música “Cidade de Amor”, ao som de guitarras e acordeões. No final, como é costume, as finalistas de Medicina foram chamadas ao palco, e, com as fitas amarelas ao som da música, despediram-se da sua última queima enquanto estudantes do curso.

Às quatro horas da manhã, por fim, o palco albergou a TMUC. Os academistas interpretaram um tema original, intitulado “Viver e Amar!”. Mais tarde, um trio de finalistas deram voz à música “Voar”. Como despedida da primeira noite de celebração dos estudantes, todos os finalistas de Medicina reuniram-se em palco.

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