Ensino Superior

“Todos os muros caem”: NEPCESS/AAC promove desmistificação de temas socias

Cedida por Matilde Matias

Núcleo de estudantes dinamiza sessão informativa sobre toxicodependência, incluída em semana de atividades de consciencialização para problemáticas sociais. Organização satisfeita com resultado do evento. Por Liliana Martins

A Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC) acolheu, no dia 11 de abril, a sessão “Depende(ncia) do ponto de vista”, sobre toxicodependência. Integrada no programa “Todos os muros caem”, a sessão encerrou quatro dias de atividades que abordaram temas como refugiados de guerra, trabalho sexual e pessoas com deficiência. A iniciativa, que vê agora terminada a sua primeira edição, foi dinamizada pelo Núcleo de Estudantes de Psicologia, Ciências da Educação e Serviço Social da Associação Académica de Coimbra (NEPCESS/AAC).

Num primeiro momento, o encontro foi conduzido por Maria Vizinho, recém licenciada em Serviço Social na FPCEUC, e Marta Santos, profissional na área. As intervenientes partilharam a sua experiência enquanto colaboradoras do projeto Rua Reduz, equipa que trabalha no auxílio a toxicodependentes, pessoas em situação de sem abrigo e trabalhadores do sexo. Além da apresentação das assistentes sociais, a reunião ficou marcada pelos testemunhos de alguns utentes da Associação Fernão Mendes Pinto, instituição particular de solidariedade social que opera na Figueira da Foz.

De acordo com a equipa de coordenação do pelouro de Intervenção Cívica e Social do NEPCESS/AAC, os objetivos do evento foram cumpridos. “Não podemos assumir que é possível quebrar os estigmas por completo, mas acreditamos que abrimos uma racha grande no seio da comunidade estudantil”, expressa Matilde Matias, uma das coordenadoras. Assim, a jovem reconhece a dificuldade de desestigmatização dos temas abordados, mas faz um balanço positivo da semana. Já Miguel Lopes elogiou a adesão dos participantes: “se somarmos os dias todos, tivemos mais de uma centena de pessoas, o que foi fantástico”.

Quanto à possibilidade de se realizarem mais edições do “Todos os muros caem”, os dirigentes mostraram-se otimistas. Sofia Francisco, que também integra a coordenação do pelouro encarregue da organização do programa, acredita que “ainda há muito por desmistificar”. Nesse sentido, a estudante defende que “os próximos  anos têm muito por onde pegar” e está certa de que “vai haver essa vontade devido ao sucesso desta primeira edição”.

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