Cidade

Projeto Casa Adentro regressa para “unir margens” de Coimbra

Solange Francisco

Celas, Praça da República, Baixa, Alta e Santa Clara acolhem visitas guiadas. “Conhecer edifícios do século XII até à contemporaneidade é conhecer a cidade” declara Luís Correia. Por Solange Francisco

A iniciativa Casa Adentro deu uma conferência de imprensa esta quarta-feira, dia 17, pelas 11 horas, no Café Concerto do Convento São Francisco como forma de divulgar a programação do projeto. Marcaram presença o vice-presidente da Camara Municipal de Coimbra (CMC), Francisco Veiga, o chefe da Divisão da Cultura da autarquia, Rafael Nascimento, e o diretor do Departamento de Arquitetura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (UC), Luís Correia. O evento também contou com a intervenção da diretora do Centro Cultural Penedo da Saudade do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), Cristina Faria, e a coordenadora do projeto e responsável da Cultura e Risco Associação Cultural, Margarida Mendes.

Francisco Veiga começou por destacar o objetivo da iniciativa: organizar, no dia 4 de maio, visitas gratuitas pela cidade, guiadas por “pessoas com conhecimento em arquitetura”, de forma a promover um “outro olhar pelo património”. Esta segunda edição pretende unir o espaço urbano e o património cultural através de uma perspetiva a nível arquitetónico e artístico de espaços únicos da cidade.

Seguiu-se a coordenadora da iniciativa, que recordou a edição de 2022 e como esta conseguiu uma “adesão surpreendente”. A novidade deste ano é a adição de um novo circuito por Santa Clara como uma forma de “unir as margens”, declara Rafael Nascimento. Além desta atividade, mantêm-se os circuitos por Celas, pela Praça da República, Baixa e Alta, com 16 espaços distribuídos pelas diferentes rotas. Os percursos incluem edifícios emblemáticos da cidade, como a Real República do Bota-Abaixo, e ainda espaços que, no dia-a-dia, estão fechados a visitas, como a Casa Sobre-Ribas 12.

Margarida Mendes distingue as visitas, que vão funcionar de duas formas: quer guiadas por voluntários escolhidos através de uma “‘open call’ aberta à comunidade” de Coimbra, quer conduzidas por arquitetos especialistas na temática. Luís Correia deixou claro que “conhecer edifícios do século XII até à contemporaneidade é conhecer a cidade” e que “a arquitetura não é só vista, também é vivida”.

Sobre a parceria entre o IPC e o Casa Adentro, Cristina Faria realçou a importância desta iniciativa para estudantes do curso de Turismo no IPC e de Arquitetura na UC que, na edição anterior, “aderiram de forma interessada”. Para concluir a conferência, Rafael Nascimento convidou o público a aderir ao projeto que “vai além do entretenimento porque dissemina informação”.

De forma paralela ao evento estão marcadas quatro atividades entre os dias 3 e 4 de maio com exposições que se estendem até 22 de junho. São elas a exposição (Entre Paredes), exibida em montras de 10 estabelecimentos comerciais na cidade, a exposição coletiva “Chão”, a acontecer na Casa das Artes Bissaya Barreto. Além disso, vão haver duas oficinas: uma para crianças entre os 6 e os 10 anos e outra para jovens entre os 11 e os 14.

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