Desporto

Golo nos descontos garante um ponto para a Académica

Fábio Torres

As posições de ambas equipas na Liga 3 mantêm-se. Treinador da Académica OAF reconhece que FC Felgueiras foi “superior na primeira parte” do jogo. Por Mafalda Adão

Na tarde do dia 13 de abril, a Associação Académica de Coimbra – Organismo Autónomo de Futebol (AAC/OAF), enfrentou em casa o Futebol Clube de Felgueiras 1932 (FC Felgueiras). A Briosa conseguiu alcançar o empate nos descontos, tendo o placard terminado em 1-1. Devido a este resultado, ambas as equipas mantiveram a sua posição na Liga 3, com o FC Felgueiras em quarto e a Académica em quinto.

O Felgueiras iniciou o jogo às 17h30 e partiu logo para o ataque com um remate no primeiro minuto, que foi interpelado pelo guarda-redes da Casa, Carlos Alves. A equipa adversária manteve a posse da bola durante os primeiros 15 minutos do jogo, durante os quais realizou vários remates à baliza dos Capas Negras.

No minuto 19 da partida, o ponta de lança do Felgueiras, Carlos Eduardo, marcou o primeiro golo, com assistência de Feliz Vaz. Os gritos dos fãs da equipa visitante ressoaram por todo o estádio, assim como as lamentações da claque da Académica.

A primeira tentativa de golo por parte da Académica ocorreu aos 27 minutos com o remate do jogador número 9, Juan Perea, que falhou por pouco. O mesmo jogador, aos 38 minutos, chocou com o guarda-redes adversário, Bruno Pinto, e caiu no chão. O árbitro rapidamente foi ao seu encontro e concluiu que se tratou de uma simulação. Consequentemente, deu o cartão amarelo ao jogador da Briosa. As bancadas revoltaram-se com gritos e gestos exaltados dos adeptos da Casa.

Durante o intervalo, enquanto as equipas se recolhiam para o balneário, o árbitro foi fortemente assobiado. Como tem sido habitual nos últimos jogos, uma tuna de Coimbra divertiu os espectadores durante a pausa. Desta vez foi a FAN-Farra Académica de Coimbra.

A partir de um livre batido em passe para Feliz Vaz, Carlos Eduardo marcou um segundo golo aos 50 minutos com um cabeceamento. No entanto, o VAR reverteu a decisão por ter sido fora de jogo. Apesar de o marcador ter ficado igual, o Felgueiras dominou o início da segunda parte. Aos 65 minutos, a AAC/OAF já contava com cinco substituições feitas, enquanto o Felgueiras mantinha-se igual, sem qualquer substituição.

Chegados os 90 minutos, o árbitro decidiu conceder sete minutos adicionais e foi no quarto minuto que Diogo Amaro, da Académica, marcou o golo do empate, com um cabeceamento. A assistência foi de Fausto Lourenço, de livre. Os adeptos levantaram-se das bancadas em euforia e assim permaneceram-se até ao fim da partida, que aconteceu dois minutos depois.

O treinador da Académica, Tiago Moutinho, durante a conferência de imprensa, reconheceu que a equipa adversária foi “superior na primeira parte” e que, durante os primeiros 15 minutos, os Capas Negras ficaram um “pouco perdidos” devido à “ansiedade inicial”. Referiu ainda que, na segunda parte, o clube procurou mudar a sua estratégia para uma mais ofensiva e que foram usadas “várias dinâmicas para criar mais situações de perigo aos adversários”.

No entanto, o treinador sublinhou a importância de vencer o próximo jogo ao dizer: “não atiramos a toalha ao chão, não desistimos”. Afirmou ainda compreender a frustração dos adeptos, que não veem a Briosa ganhar em casa há cinco jogos. O próximo jogo da Académica decorre dia 20 de abril, às 15 horas, no Estádio Cidade de Coimbra, contra o Lusitânia.

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