Ensino Superior

Farmácia dos Pequenitos: o ciclo de vida do medicamento à escala infantil 

Matilde Mendes

Principal objetivo é dar a conhecer profissão farmacêutica aos mais novos. Diretor da FFUC valoriza iniciativa como contributo para literacia na saúde. Por Matilde Mendes e Inês Reis

No âmbito da Semana da Saúde, o Núcleo de Estudantes de Farmácia da Associação Académica de Coimbra (NEF/AAC) dinamizou a Farmácia dos Pequenitos. A iniciativa tem em vista o público infantil e encontra-se no Portugal dos Pequenitos de dia 8 a dia 11 de abril. O projeto consiste na simulação do trabalho de diferentes áreas farmacêuticas.

Na inauguração, estiveram presentes Isolina Mesquita, representante da BluePharma, o presidente do Conselho de Administração Plural+Udifar, Miguel Silvestre, a presidente da Delegação do Centro da Associação Nacional das Farmácias, Paula Cristina Miranda, e a presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Farmacêuticos, Anabela Mascarenhas. A cerimónia contou também com a participação do diretor da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC), Fernando Ramos, do diretor do Portugal dos Pequenitos, Nuno Gonçalves, da vice-presidente da AAC, Sofia Duarte, e da presidente do NEF/AAC, Carolina Gonçalves. Além da conferência de imprensa, os convidados e o público puderam assistir a uma atuação da Phartuna – Tuna de Farmácia de Coimbra. 

De acordo com Carolina Gonçalves, a iniciativa pretende a “replicação à escala infantil do trabalho farmacêutico, de forma dinâmica e visual”, para que os mais novos possam encarnar a profissão. Assim, sublinha a importância de realizar a primeira edição deste evento num “espaço emblemático, como o Portugal dos Pequenitos, que garante a presença de crianças durante toda a semana”.

A coordenadora-geral da iniciativa, Leonor Simões, explica que o objetivo é “mimetizar o que é feito na realidade e simplificá-lo para as crianças”. Assim, as atividades dinamizadas foram divididas em cinco estações, que representam cada fase do ciclo de vida do medicamento. Os participantes podem explorar as secções de investigação, indústria, controlo de qualidade, distribuição e, por último, de farmácia comunitária. Para a presidente do NEF/AAC, esta é uma forma de “mostrar que o farmacêutico intervém em várias áreas” e não apenas no domínio comunitário.

Fernando Ramos considera que este tipo de projetos são “um contributo importante para a literacia na saúde, em particular nos mais jovens”. Já a coordenadora-geral realça o papel destas atividades na formação dos próprios estudantes, visto que lhes conferem a capacidade de “lidar com a farmácia comunitária e com o público em geral”. Neste sentido, Carlota Serafim, uma das voluntárias, destaca que a iniciativa desenvolve o “sentido de responsabilidade e organização” dos futuros farmacêuticos. 

De forma a complementar o programa da Farmácia dos Pequenitos, vão ser realizadas atividades e apresentações, com temas que vão desde a segurança à higiene. Além disso, a organização escreveu um livro infantil intitulado “Theo e a cura mágica”, que vai estar à venda ao longo da semana e cujo protagonista é a mascote do evento.

Fotografias por Matilde Mendes e Inês Reis

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