Cultura

Crianças marcham em celebração da leitura e da liberdade

Por Iris Jesus

Evento inclui-se nas celebrações do 25 de abril da CMC. Livros, faixas e cânticos preencheram tarde na  Baixa da Coimbra. Por Iris Jesus

“Marcha da Leitura e Liberdade” intitula o evento que percorreu a Baixa de Coimbra na tarde de 23 de abril. A iniciativa teve como objetivo assinalar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor e o dia da Liberdade, e integra as comemorações da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) dos 50 anos do 25 de abril de 1974. A demonstração contou com a organização conjunta da Biblioteca Municipal de Coimbra, da Rede de Bibliotecas e da Divisão de Bibliotecas e Arquivo Histórico da CMC.

Pelas 14h30, reuniram-se no Largo da Portagem todos os agrupamentos de escolas da cidade, representados através dos seus estudantes e da rede de bibliotecas escolares. Os participantes levaram livros e faixas, e proferiram cânticos alusivos à celebração da leitura. “Sem livros não somos livres” e “ler é aprender, ler é conhecer”, foram algumas das palavras de ordem que marcaram o evento. As crianças ainda foram as protagonistas em momentos de declamação de poesia, em que a marcha foi interrompida.

De acordo com Francisco Queirós, vereador responsável pelas Bibliotecas e Arquivos, o evento ficou marcado por “ser um dia de escola diferente”, em que se viu um “trabalho de reconhecimento e promoção do livro” presente nas escolas conimbricenses. Na sua visão, o que afasta esta edição das anteriores é a aproximação entre a leitura e a liberdade. A marcha teve o seu fim na Praça 8 de Maio, em frente ao edifício da autarquia, e foi um momento em que “a cidade assistiu à valorização da cultura”, declara.

Já a professora bibliotecária do Agrupamento de Escolas Martim de Freitas, Matilde Antunes, considera que a importância da marcha se reflete na “marca que deixou a todos aqueles que passaram por ela”. Nas suas palavras, o evento tem uma conotação “especial”, devido à sua realização na cidade dos estudantes. Em nota final, deixa uma reflexão sobre a proximidade entre os motes da iniciativa: “a democracia e a liberdade aprendem-se a partir da leitura, e não são direitos garantidos, então é a partir da leitura que estes jovens vão aprender a ser cidadãos ativos, críticos e participativos”.

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