Ensino Superior

COQF’24 dá a conhecer nova edição da Queima das Fitas

Joana Almeida

Edição deste ano pretende celebrar 125 anos da festa académica. Dia do Antigo Estudante mantém-se no cartaz e vai contar com atuação da banda Excesso. Por Joana Almeida

Decorreu, no dia 4 de abril, a apresentação oficial do cartaz da Queima das Fitas 2024 (QF’24), na Casa de Fados “àCapella”. A sessão teve início por volta das 16 horas e esteve a cargo do Grupo de Fados e Guitarradas da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (AAC) que presenteou a plateia com um breve momento musical. Estiveram presentes os membros da Comissão Organizadora da QF’24 (COQF’24), o presidente da Direção-Geral da AAC (DG/AAC), Renato Daniel, o vice-reitor da Universidade de Coimbra (UC) para a Cultura, Comunicação e Ciência Aberta, Delfim Leão, o Dux veteranorum, Matias Correia, e outras entidades.

Num ano em que se celebram os 125 anos da primeira QF na cidade dos estudantes, “Coimbra da Saudade,125 Anos para a eternidade” foi o lema escolhido para a edição deste ano. Segundo o vice-reitor da UC, este “é um número que impõe respeito e traz responsabilidade”, referindo que “a passagem por Coimbra não seria a mesma” sem a festa académica. Para Renato Daniel, este “não é só um momento de despedida” dos finalistas, mas “também de receber as suas famílias”. O presidente explica que a escolha do lema “mostra que há uma perpetuação, de geração em geração, daquilo que os estudantes levam da academia”.

A edição deste ano vai contar com mais de 60 atividades, distribuídas pelos oito pelouros da COQF’24. À semelhança dos anos anteriores, mantém a agenda tradicional onde se inserem o Cortejo dos Pequeninos, o Baile de Gala, o Chá Dançante e o Sarau de Gala. No que toca à Serenata Monumental, momento que dá início ao festejo académico, o coordenador geral da COQF’24, Carlos Míssel, adianta que ainda não está definido o lugar onde se vai realizar. Apesar de defender o seu retorno à Sé Velha, a organização refere que “têm de ser criadas medidas de segurança e corredores de acessos” para o efeito.

Também o Baile de Gala se mantém sem local estipulado para acontecer. Ainda, e de acordo com o coordenador geral, existe a probabilidade de o Chá Dançante se realizar no Mercado Municipal D. Pedro V. No entanto, não existem certezas desta informação. Segundo Carlos Míssel, um dos principais obstáculos à realização da QF’24 é a falta de espaços: “festa académica está cada vez maior e precisa de lugares com maior capacidade”, explica. Reforça ainda o esforço da organização em “tornar o cartaz o mais eclético possível, tentando acomodar o máximo de géneros musicais”. Sobre a vinda de artistas internacionais à QF’24, o coordenador salienta que “é uma estratégia para engrandecer e atrair cada vez mais pessoas”.

O dia do Antigo Estudante, último momento do cartaz e novidade apresentada em 2023, vai manter-se na edição deste ano. “Este é o dia que mais nos orgulha ter criado, pelo que pretendemos manter essa aposta”, explica Carlos Míssel. Este ano vão ser os Excesso, primeira ‘boyband’ portuguesa, a subir ao palco para atuar na última noite no Parque da Canção. A novidade é que o bilhete geral passa a incluir este dia, com vista a que mais estudantes participem e de forma a promover um encontro de gerações entre os ex-estudantes e os atuais. Para Renato Daniel, a importância do dia do Antigo Estudante passa também pelo seu cariz social e solidário, uma vez que os seus lucros são atribuídos ao Fundo de Ação Social António Luís Gomes, que atribui bolsas a estudantes do Ensino Superior.

Segundo Carlos Míssel, existem mais de cem carros inscritos no Cortejo da QF’24. Ainda não existem, contudo, informações sobre a limitação de latas por carro alegórico. Sobre a revelação da programação completa, o coordenador geral revela que o anúncio vai ser realizado ainda este mês.

A sessão terminou com a revelação da ilustração do cartaz oficial deste ano, assim como da sua criadora, Maria Saltão, vencedora de um concurso dinamizado pela COQF. Nas redes sociais da organização é possível ler-se que a sua escolha se deveu à “representação encantadora” da cidade por parte da jovem.

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