Cidade

CMC dinamiza campanha de prevenção contra os maus-tratos a crianças e jovens

Catarina Duarte

CMC e Grupo Laço Azul impulsionam ação durante mês de prevenção de maus-tratos na infância. Associação realça “promoção de novas oportunidades de vida e quebra de ciclos de maus-tratos”, explica representante do Laço Azul. Por Catarina Duarte e Luísa Malva

A Câmara Municipal de Coimbra (CMC) apresentou na tarde do dia 12 de abril, no Salão Nobre, a 14ª campanha “Maus-Tratos a Crianças e Jovens: Silêncio? Não!!!” de prevenção de abusos na infância e juventude. A edição contou com a parceria da CMC com o Grupo Laço Azul Coimbra, uma associação constituída por diversas entidades como o Serviço Nacional de Saúde, o Ministério Público e a Segurança Social. O grupo trabalha de modo a combater a violência contra crianças e jovens e consciencializar a comunidade para a prevenção de abuso. A iniciativa distribuiu pulseiras com o mote do projeto e cartazes alusivos por todas as escolas do município de Coimbra. 

Filomena Freitas, representante pelo grupo parceiro, destacou a importância de ações de sensibilização durante abril, o mês de prevenção de maus-tratos da infância e juventude. A participante da campanha realçou a “insuficiência de respostas por parte das instituições de ensino na identificação de sinais de violência infantil e juvenil”. Desta forma, pretende “promover novas oportunidades de vida e quebrar ciclos de maus-tratos”. 

A vereadora pela Ação Social, Ana Cortez Vaz, sublinhou a oferta de pulseiras “simbólicas” pela CMC por todas as escolas do município, tanto públicas como privadas. Explicou que a distribuição dos acessórios vai poder fomentar a reflexão por parte dos jovens “que vão parar e olhar para a sua mensagem”. A vereadora ilustrou que a missão da ação é “acabar com a vergonha de denunciar, de modo a tomar ação e prevenir abuso”.

Na reunião de apresentação do programa, estiveram presentes diversos representantes de escolas primárias, básicas e secundárias de Coimbra, entre os quais foram distribuídos os materiais “elucidativos”, segundo a vereadora. Ana Cortez Vaz argumentou que as crianças que foram, desde cedo, expostas a um ambiente em que o abuso perdura, vão “perpetuar, inconscientemente, os comportamentos observados na infância”. Acrescentou que “o papel das escolas é importante devido à sua proximidade com os jovens” e, desta forma, estas instituições “vão poder ajudar a quebrar dinâmicas de abuso presentes durante o crescimento”, rematou.

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