Cidade

CMC apresenta atividades para o Dia da Liberdade

Bruna Fontaine

Festividades querem aproximar jovens às memórias da Revolução dos Cravos. Para presidente da Assembleia Municipal, “todos devem alguma coisa ao 25 de abril”. Por Bruna Fontaine

O plano de comemorações de abril para os 50 anos da revolução foi apresentado na Sala Nobre da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), às 12 horas, do dia 3 de abril. A conferência contou com a presença do presidente da CMC, José Manuel Silva, da diretora do Departamento de Cultura e Turismo, Maria Carlos Pêgo, do representante da Comissão Municipal para os 50 anos do 25 de Abril, Delfim Leão, e do presidente da Assembleia Municipal (AM), Luís de Almeida Torres Marinho. As atividades de celebração que “não se limitam a acontecer em abril”, relembrou a diretora, prometem promover a “participação coletiva dos conimbricenses “, sublinhou o autarca.

No dia 25 de abril as festividades têm início no Salão Nobre dos Paços do Concelho com a Cerimónia de Hastear a Bandeira Nacional às 9h30. Nessa manhã, vão acontecer várias atividades focadas no público jovem, como a Assembleia Municipal Jovem. A iniciativa com convite estendido a todas as escolas secundárias da região, a ser representadas por dois estudantes, pretende, segundo Delfim Leão, “convidar os jovens a sentir que este também é o espaço deles”. Os estudantes de Coimbra também serão desafiados a redigir um texto sobre o tema “Defender a liberdade de todos e de cada um”. “A energia da juventude é essencial na luta da memória contra o esquecimento”, sublinhou o presidente da AM.

No Parque Verde, pelas 11 horas, o Espaço Ler ao Cubo vai continuar a linha de aproximação da juventude, com Contos de Liberdade para crianças com mais de 6 anos. Para Luís de Almeida Torres Marinho, é necessário “de forma aberta transmitir pinceladas do 25 de abril”. No âmbito literário, a Feira do Livro deste ano vai cair nos temas de abril, em conjugação com as comemorações dos 500 anos do Camões, o que vem reafirmar que “Coimbra no seu todo vai ter uma programação altamente ampla”, explica Maria Carlos Pêgo.

As comemorações para um “ano de festa e reflexão”, como descreveu a diretora, seguem na parte da tarde com a inauguração da Coimbra BD no Convento São Francisco.  Segue-se a apresentação da WebApp Roteiros de Coimbra sob o tema A Coimbra de Zeca Afonso.  As preocupações com a vertente cultural da revolução foram destacadas pelo representante da Comissão Municipal para os 50 anos do 25 de Abril. Na data vai haver uma intervenção urbana nos 20 minutos depois da meia-noite, pois foi a hora em que Grândola Vila Morena tocou nas rádios como aviso para a revolução. A comissão planeia em setembro atividades ligadas ao cinema, um “apelo à comunidade” através da arte comunitária, e uma celebração final com “muita música”. Delfim Leão sublinhou que o objetivo é haver uma “polifonia de vozes” e que estas possam exprimir-se.

Para completar as festividades do dia, às 18:30 vai decorrer um concerto comemorativo com o Grupo Folclórico e Etnográfico de Arzila, o Coletivo Tanto-Mar e a Brigada Victor Jara. “A data é um momento sentimental e a CMC está de alma e coração envolvida nas comemorações”, confessou José Manuel Silva. O presidente da CMC fez questão de esclarecer que “o 25 de abril é para todos os portugueses e não pode promover a divisão política”. Acrescentou que algo “bastante simbólico” ainda está a ser organizado para depois ser divulgado à comunidade.

José Manuel Silva reconheceu que, em comparação com o significado da data, “as comemorações serão sempre poucas”. Na mesma linha, o presidente da AM reforçou a “multiplicidade de iniciativas” decorrente do trabalho municipal para o “ano de abril”, mas acredita que “ainda há muito por fazer”. Refletiu ainda que todo o plano, disponível no ‘site’ da Agenda de Coimbra, assenta na crença de que “todos devem alguma coisa ao 25 de abril”.

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