Desporto

Briosa vence em casa pela primeira vez em três meses

Joana Almeida

Autogolo dos visitantes nos descontos garantiu triunfo da equipa de Coimbra. Tributo à final da Taça de Portugal de 1969 marcou intervalo da partida. Por Joana Almeida e Liliana Martins

Na tarde do dia 20 de abril, a Associação Académica de Coimbra – Organismo Autónomo de Futebol (AAC/OAF) recebeu em casa o Lusitânia de Lourosa Futebol Clube. A equipa anfitriã conseguiu a vitória a uma bola a zero com um autogolo marcado por Fábio Fortes, já no tempo de compensação, aos 93 minutos. Com este resultado, a Briosa arrecadou três pontos mas, perante o empate entre o Futebol Clube de Felgueiras 1932 e o Alverca, a equipa mantém o quinto lugar da Liga 3.

O pontapé inicial foi dado pela equipa visitante às 15h02 e os primeiros minutos da partida mostraram uma Briosa mais ofensiva, com o primeiro remate à baliza adversária a acontecer por volta dos nove minutos. Já ao minuto 12, foi a vez da equipa de Aveiro tentar o primeiro ataque, mas sem sucesso, uma vez que este surgiu à figura do guarda-redes Carlos Alves.

Marcado pelo camisola 10 da Académica, o primeiro livre do encontro chegou aos 15 minutos, no seguimento de uma falta atribuída a Diogo Rosado, do Lusitânia. Ainda durante a primeira parte, o clube visitante esteve muito perto da vantagem no marcador, quando, ao minuto 34, ocorreu um remate à baliza, mas a jogada terminou com nova defesa de Carlos Alves. A resposta da Académica foi uma tentativa de contra-ataque finalizado com um cabeceamento mal sucedido.

Poucos minutos depois, a equipa médica foi chamada a campo, depois de um jogador do Lourosa se ter mostrado queixoso após uma falta cometida sobre ele. A irregularidade foi assinalada com um livre e os adeptos da Briosa protestaram contra a demora na execução do lance. Perto do final do tempo regulamentar da primeira parte, o árbitro marcou falta sobre o número 21 da equipa convidada, Miguel Pereira, que recebeu cartão amarelo. Fausto Lourenço bateu o livre, que foi contra a barreira de jogadores na grande área.

Depois de dois minutos de compensação, os jogadores recolheram aos balneários e o intervalo da partida ficou marcado por uma homenagem à final da Taça de Portugal de 1969. Ao som da Balada de Coimbra, entraram em campo figuras como Alberto Martins, então presidente da Direção Geral da AAC, Renato Daniel, o atual dirigente da Casa e Pedro Miguel Ribeiro, presidente da AAC/OAF. Os representantes desfilaram com o troféu da competição pelo estádio.

Retomada a partida, ambas as equipas mostraram-se mais ofensivas do que na primeira parte, com mais tentativas de chegar à baliza adversária. As primeiras substituições aconteceram ao minuto 57, com a Académica a trocar três jogadores. Entraram Vasco Gomes, Gonçalo Filipe e Juan Perea e saíram Lucas Henrique, João Silva e João Victor. Também a equipa oponente optou por realizar substituições no plantel, tendo esgotado o total das cinco alterações possíveis.

Passados os primeiros 15 minutos do segundo tempo regulamentar, o clube visitante pôs em prática várias tentativas de concretizar o golo, com alguns cantos e remates diretos, mas sem sucesso. Através de um cabeceamento, os jogadores da Briosa afastaram a bola e negaram o golo aos adversários. Os anfitriões aproveitaram a oportunidade de contra-ataque e remataram à baliza do Lusitânia Lourosa, com defesa do guarda-redes José Costa. No desenvolvimento deste lance, ao minuto 73, Diogo Rosado caiu lesionado, e acabou mesmo por ser substituído. O jogador deixou o relvado em visível frustração e entre assobios da bancada.

Terminados os 90 minutos de jogo, o árbitro deu seis minutos de compensação, justificado pelas paragens durante a segunda parte. Após várias tentativas de golo durante este período, foi então que, a três minutos do final da partida, Fábio Fortes marcou um autogolo, dando a vitória à equipa da casa.

O treinador da AAC/OAF, Tiago Moutinho, mostrou-se satisfeito com o resultado. Em conferência de imprensa, o técnico, que descreveu a partida como “um jogo com uma carga emocional muito grande”, dedicou a vitória à família. Além disso, afirmou que a “coesão da equipa” contribuiu para o desfecho do encontro e disse acreditar que o triunfo “vai trazer mais confiança à equipa para o próximo jogo”.

Esta vitória encerra, assim, mais de três meses de derrotas dos Capas Negras em casa. Na próxima jornada, a Briosa desloca-se para enfrentar o Braga B, no dia 28 de abril, e o treinador da equipa conimbricense mantém uma postura otimista face ao confronto. “Estamos vivos e emocionalmente bem”, garante.

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