Ensino Superior

Aspirantes ao Conselho Fiscal confrontam-se em debate

Guilherme Borges

Órgão fiscalizador é cobiçado por Alexandre Gomes, que aposta em “Uma Académica para Todos” e Diogo Curto, que propõe “Integridade e Democracia”. Importância da estrutura e sua relação com os estudantes em destaque. Por Guilherme Borges

No dia 8 de abril, por volta das 21 horas, no auditório I do Student Hub, ocorreu o debate entre os candidatos para o 1º Contingente do Conselho Fiscal da Associação Académica de Coimbra (CF/AAC). O 1º efetivo da Lista T – Uma Académica para Todos, Alexandre Gomes, e o cabeça da Lista I – Integridade e Democracia, Diogo Curto, apresentaram os seus planos para o futuro do órgão. A moderação do debate foi orquestrada por Alexandra Guimarães, do Jornal Universitário de Coimbra – A Cabra, e Inês Sampaio, da Rádio Universidade de Coimbra (RUC).

A primeira questão, da autoria de Alexandra Guimarães, foi em relação aos pilares das candidaturas das listas adversárias. Diogo Curto sublinhou o mote “Integridade e Democracia” e defendeu o papel que o CF/AAC tem em “encarar os problemas de frente”. Nesse sentido, a Lista I entende que, devido à sua autonomia face às outras estruturas da AAC, o órgão fiscalizador garante o “funcionamento de toda a Casa”. Alexandre Gomes também destacou o próprio lema, “Uma Académica para Todos”, e garantiu ter como fundamentos “a transparência, a proximidade e a digitalização”.

Em seguida, Inês Sampaio questionou os candidatos sobre quais as vantagens que as suas respetivas listas têm. O cabeça da Lista T ressaltou a experiência como uma das principais características que o distingue do seu adversário, já que “muitos conhecem os Estatutos na teoria, mas poucos na prática”. O representante da Lista I contestou esta fala ao dizer que também traz experiência para a disputa e, além disso, afirma conhecer os problemas da Casa através do contacto “diário e frequente” com os estudantes.

A representante do Jornal A CABRA pediu para que ambos fizessem um balanço do último mandato. Diogo Curto criticou o atual estado do CF/AAC e argumentou que “se ficarmos parados as coisas não se alteram”. Destacou a necessidade de existirem “pessoas de confiança” neste órgão. Por outro lado, Alexandre Gomes admitiu que o mandato passou por “adversidades” e que está disposto a ouvir críticas construtivas. Declarou ainda que “esta não é uma lista de continuidade, nem de rutura”, devido ao facto de terem duas pessoas do mandato anterior e sete membros novos.

A moderadora da RUC perguntou se os candidatos consideravam que o órgão cumpre a sua função fiscalizadora. Alexandre Gomes acredita que é essencial ter contacto com os estudantes para deixar claro o “papel de prevenção de conflitos entre os órgãos da academia” desempenhado pelo CF/AAC. Por sua vez, Diogo Curto enfatizou que as Assembleias Magnas são o “espaço de maior democracia”, pelo que é importante o próximo CF/AAC mostrar presença e não pode “limitar-se ao mínimo”, como reuniões de 15 em 15 dias ou apenas aprovar documentos.

Ao ser indagado sobre a importância do CF/AAC, Alexandre Gomes refletiu que é um órgão “fundamental virado para a dinâmica interna da academia”, mas que, por isso, não tem “tanta visibilidade”. Diogo Curto salientou o papel de luta por “condições dignas para estudar e participar de uma secção” desempenhado pelo CF/AAC e que ele pretende combater os problemas de infraestrutura da Casa como “cadeiras partidas e as infiltrações no edifício-sede da AAC”.

Por fim, acerca da afluência nestas eleições, o 1º efetivo da Lista I acredita que a abstenção vai diminuir quando os estudantes “se sentirem representados”. Sobre o mesmo tema, a Lista T aposta na campanha online para informar mais associados sobre a importância de votar com consciência.

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