Cultura

XIX Mês do Fado celebra Canção de Coimbra no seio da Revolução dos Cravos

Bárbara Monteiro

Presidente da SF/AAC salienta importância da partilha de “testemunhos e vivências” entre várias gerações que vivenciaram 25 de Abril. Iniciativa conta com apoio e organização por parte da Universidade de Poitiers. Por Bárbara Monteiro

A Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC) apresentou, no dia 2 de março, nas redes sociais, o “XIX Mês do Fado”, que compreende vários eventos durante o mês e está incluído nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. A iniciativa tem como objetivo dar a conhecer a história da Canção de Coimbra e a sua evolução “antes, durante e após” a Revolução dos Cravos à comunidade académica.

O presidente da SF/AAC, Diogo Ferreira, revela que o principal desafio na organização deste projeto foi a obtenção de disponibilidade dos espaços onde vão ter lugar os espetáculos. De acordo com o dirigente, o objetivo é “trazer os eventos a locais que possam ser relevantes para a data”. A iniciativa conta com o apoio da Universidade de Poitiers em parte da sua organização e integra, pela primeira vez, o programa “Por Abril. Pela Académica”. Este é promovido pela Direção-Geral da AAC e surge associado às comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos.

A agenda da iniciativa acolheu uma homenagem ao General Humberto Delgado a 2 de novembro, no Hotel Astoria, e vai contar com uma Tertúlia dos Cravos no dia 9 de março, às 17 horas, no Ateneu de Coimbra. Também inclui o Festival Picta Lusa, organizado pela Universidade de Poitiers, no qual a SF/AAC vai participar a 16 de março, e termina com a Serenata de Abril, a 23 de março, na Sé Velha. Em comparação com as edições anteriores, Diogo Ferreira refere o destaque dado ao evento no presente ano pela sua inserção nas comemorações de abril.

Em relação à Tertúlia dos Cravos, Diogo Ferreira menciona a importância que vai ser atribuída à temática da intergeracionalidade. Vai haver uma partilha de “testemunhos e vivências” com gerações que presenciaram os tempos de crise, assim como a evolução e relevância que a Canção de Coimbra teve para a data. Quanto à Serenata de Abril, o dirigente expressa que a ideia é recuperar e apresentar músicas tocadas na época da “geração de ouro”. Assim, os temas escolhidos para incorporar este último evento compreendem canções previamente “tocadas ou cantadas durante e após o período da Revolução”.  

Diogo Ferreira considera que a comunidade académica não tem conhecimento da história e evolução da Canção de Coimbra ao longo do último século. Por isso, acredita que esta iniciativa vai ser importante para dar a conhecer aos estudantes uma parte da sua história. O dirigente refere ainda que a emoção por parte do público resultante deste evento depende das gerações que vão assistir. Contudo, ressalta o sentimento de esperança sentido pelas gerações mais novas e o de nostalgia pelos mais velhos que “tenham passado pelo 25 de abril”.

Por fim, o presidente da SF/AAC apelou à presença de todos os estudantes nos eventos deste XIX Mês do Fado. Em especial, invocou a sua presença na Serenata de Abril, de forma a “mostrar a força e a vontade da comunidade académica” em pertencer à iniciativa e às comemorações da Revolução.

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