Cultura

TAGV recebe 6ª edição do Festival END – Encontro de Novas Dramaturgias

Cedida por Marisa Santos

Evento recebe artistas de todas as zonas do país. Diretor artístico define como um dos objetivos “criação de relações entre alunos e professores”. Por Afonso de Vasconcelos

A 6ª edição do Festival END – Encontro de Novas Dramaturgias, produzido pela Coletivo84 e coproduzido pelo Teatro Oficina e o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), vai passar por Coimbra entre os dias 21 e 23 de março. O evento tem o apoio da Câmara Municipal de Coimbra e do Museu Nacional Machado de Castro, que vai receber a atividade “Morrer Pelos Passarinhos”. Já o TAGV, vai receber as restantes propostas da iniciativa.

Mickael de Oliveira, autor e diretor artístico do festival, referencia a “promoção da dramaturgia contemporânea portuguesa” como o principal objetivo do encontro. Segundo o organizador, há um programa em paralelo, a “Escola do Espectador Emancipado”, direcionado para o ensino, que pretende receber alunos e professores de escolas portuguesas e espanholas.

Para Mickael de Oliveira, esta edição destaca-se das anteriores porque tem um cartaz “enriquecido pela presença de artistas de todas as zonas do país”, pela “intensidade da programação” e pelo “dobro das propostas”. A última edição “foi em livro”, ressalva o diretor artístico, já esta “aposta na vertente do espetáculo em si”. A expansão para mais de uma cidade, alcançada a partir da quinta edição, também é “uma conquista importante do projeto”.

A sinergia entre o espetador e o espetáculo também vai estar presente, através de iniciativas como as manhãs de oficinas de escrita, que “estimulam a prática dramatúrgica dos alunos que são recebidos”. Seminários ou conversas no final das atividades são outras apostas do encontro, que realçam um dos objetivos definidos por Mickael de Oliveira: “estabelecer relações entre alunos e autores”.

O diretor artístico reforça que a dramaturgia nacional vive um período positivo, pois esta “tem enriquecido o teatro português contemporâneo de forma notável”. Apesar de se afirmar como “lugar da palavra e do pensamento de hoje, há ainda um caminho a percorrer”, assevera. Acrescenta que “não é uma luta fácil, é uma preocupação constante”.

Com textos novos e artistas de referência nacional e internacional, o Festival END é uma iniciativa que “coloca os espetadores a par do que se faz a nível de dramaturgia em Portugal”. Mickael de Oliveira convida, então, todos os interessados à participação: “é um evento único, que propõe objetos artísticos distintos”.

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