Ensino Superior

Roupa por roupa: NEPCESS/AAC uniu causas ambientais e sociais

Francisca Costa

Feira de troca de roupa na FPCEUC promove novos destinos para roupa com vista à ação social e ambiental. Pelouro de Intervenção Cívica e Social quer “incentivar um espírito mais consciente por parte de cada estudante”. Por Francisca Costa

O pelouro de Intervenção Cívica e Social do Núcleo de Estudantes de Psicologia, Ciências da Educação e Serviço Social da Associação Académica de Coimbra (NEPCESS/AAC) promove, esta quarta-feira, dia 20, desde as 10h até às 18h, uma feira de troca de roupa na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC). O evento acontece em parceria com o Grupo Ecológico da AAC e com a Cruz Vermelha. Os participantes podem trocar o número de peças que trouxerem pelo mesmo em artigos a levar. Assim, segundo Matilde Matias, estudante de Psicologia e também membro da equipa de coordenação deste pelouro, “a roupa que restar seja doada à Cruz Vermelha, acabando por juntar as causas ambiental e social” que são o “mote deste projeto”.

A iniciativa nasce “da ambição da equipa para que se realizassem mais atividades relacionadas com o ambiente”, expõe a estudante. No primeiro semestre o pelouro organizou uma sessão sobre vegetarianismo, uma ação de recolha de tampas e agora a complementar este conjunto de atividades, a feira que pretende “dar espaço à comunidade estudantil para que tenham a oportunidade de dar uma nova vida às peças de roupa”, continua Matilde Matias. De modo a promover a sustentabilidade e reutilização, o pelouro “quer também incentivar um espírito mais consciente por parte de cada estudante”, destaca.

A estudante salienta que a adesão “tem sido bastante boa”. A dinâmica da organização da feira contou com uma pré-inscrição, na medida em que os participantes foram apenas aqueles que se inscreveram antecipadamente, para que a equipa conseguisse gerir a logística da disposição da roupa. Para “surpresa” da organização, de acordo com Matilde Matias o evento contou durante o dia, além do público-alvo, com a participação de docentes e comunidade externa aos estudantes.

Matilde Matias destaca a questão do associativismo que este tipo de iniciativas promove em causas ambientais, humanitárias e sociais. Neste sentido, a jovem compartilha um evento a realizar em abril que vai contar com “sessões de desmistificação acerca de temas que consideramos relevantes no seio da sociedade”. Vai abordar “temas disruptivos como a deficiência, os trabalhadores do sexo, os refugiados de guerra e a toxicodependência”, esclarece a jovem. Para que “se forme uma comunidade estudantil mais informada que saiba que há coisas que ainda acontecem e têm de ser desconstruídas”, acrescenta.

Como projeto futuro o pelouro visa, ainda, “fazer uma limpeza na Mata Nacional do Bussaco, mas ainda não está bem definido” realça a membro da organização. Deste modo, o ano letivo “terminaria com o nosso objetivo de trazer dinâmicas sobre o ambiente cumprido”, declara a jovem.    

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