Ensino Superior

“Pelos Estudantes. Pela Igualdade”: DG/AAC anuncia Agenda para a Igualdade de Género

Sofia Moreira

Elaboração de agenda política como resposta a pronunciamento de André Ventura. “O direito da mulher é de todos”, sublinha Cristina Vieira. Por Larissa Britto e Sofia Moreira

No dia 8 de março, às 11h15, a Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) anunciou em conferência de imprensa a sua Agenda para a Igualdade de Género, no Auditório 2 do Student Hub da Universidade de Coimbra (UC). No âmbito das Comemorações do Dia Internacional da Mulher, o presidente da DG/AAC, Renato Daniel, apresentou o projeto, cujo mote é “Pelo Estudante. Pela Igualdade”, em conjunto com a vice-presidente do órgão, Sofia Duarte, e com a provedora do estudante da UC, Cristina Vieira.

Ao início da sessão, o dirigente desejou um feliz Dia da Mulher às presentes e destacou o objetivo da Casa de promoção da igualdade. Neste sentido, apontou a agenda como uma “resposta” ao pronunciamento do líder do partido CHEGA, André Ventura, com relação ao corte de subsídios às associações promotoras de “ideologias e igualdade de género”. De seguida, passou a palavra à provedora do estudante. 

Cristina Vieira classificou a confecção da agenda como um “ato de coragem”, sobretudo frente a extremas-direitas e tentativas de abolir direitos já conquistados. Sublinhou também a importância do acesso à educação à mulher, que classificou como um direito fundamental, junto à igualdade salarial. A provedora defendeu que a agenda da AAC é para toda a comunidade académica, visto que “o direito da mulher é de todos”.

A agenda, introduzida por Sofia Duarte, conta com seis capítulos relativos às adversidades encontradas pelas mulheres no Ensino Superior, no mercado de trabalho e noutras esferas da sociedade. Destes seis, os primeiros passam por uma contextualização histórica da posição da mulher e, no último, constam propostas desenvolvidas pelos membros da DG/AAC no sentido de fomentar a igualdade de género. Entre estas, foi destacada a criação de um portal nacional de denúncia ao assédio e discriminação, em oposição às plataformas elaboradas por cada insituição. 

O programa conta também com uma análise de dados estatísticos que evidenciam a diferença da taxa de desemprego entre homens e mulheres. Além disso, mostra que aquelas com Ensino Superior chegam a ganhar seiscentos euros a menos que os homens. Sofia Duarte finalizou ao explicar que se tratam de “questões estruturais que cabem à Casa tentar remediar, com as propostas descritas”.

To Top