Ensino Superior

Francisco Pinto Balsemão é galardoado com Prémio UC

Por Bárbara Monteiro

Fundador do Jornal Expresso procura “sempre estar à frente do seu tempo”. Amílcar Falcão critica falta de apoio no ensino superior, ciência e inovação. Por Matilde Mendes e Bárbara Monteiro

Pelas 15h desta sexta-feira, dia 1 de março, celebrou-se o 734º aniversário da Universidade de Coimbra (UC) com a entrega do Prémio UC, numa cerimónia solene na Sala dos Capelos, na Faculdade de Direito da UC. A comemoração teve três horas de duração e contou com diversas condecorações: medalhas e diplomas aos professores eméritos, cartas doutorais e homenagens aos jubilados e aposentados. Entre estes, destacou-se a consagração do Prémio UC ao ex-primeiro-ministro e jornalista Francisco Pinto Balsemão.

A condecoração é atribuída todos os anos, desde 2004, às mais importantes figuras portuguesas, tendo por base destaque na sua área profissional. A distinção é constituída por um diploma, uma medalha e uma bolsa de investigação Santander a ser utilizada no desenvolvimento de um trabalho numa área à escolha do premiado.

Francisco Pinto Balsemão, recipiente do galardão, é licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa e conta também com uma licenciatura no curso complementar de Ciências Político-Económicas na mesma instituição. Enquanto jornalista inclui no seu currículo a administração do Diário Popular, fundação do Jornal Expresso e do grupo Impresa, no qual é o atual presidente.

O homenageado realçou no seu discurso as palavras “satisfação” e “estímulo” e acrescentou um forte agradecimento à Casa, assim como a todos os seus membros. Confessou sentir-se estimulado a continuar o seu caminho como ator político e jornalista “sempre à frente do seu tempo”.

Ao longo da condecoração, o reitor da UC, Amílcar Falcão, consagrou a carreira do premiado ao destacar que “poucas são as figuras que apresentam tão amplo currículo na construção do regime democrático”. Acrescentou que Francisco Pinto Balsemão “desempenhou um papel fundamental na promoção da liberdade de imprensa” e “deu sempre voz à sociedade portuguesa e aos assuntos que outros preferiram silenciar”.

Em outro ponto da celebração, Amílcar Falcão criticou a situação atual do processo eleitoral entre as diferentes forças partidárias, que “negligenciam o Ensino Superior, a ciência e a inovação”. O reitor reforça que esta desvalorização é “preocupante” e destaca que considerar estas áreas algo acessório é “um erro enorme que compromete as gerações futuras”.

O dirigente prosseguiu com um apelo a algumas atividades que estão por vir no panorama universitário conimbricense, a mais recente das quais é a XXVI Semana Cultural da UC. Passando-se dos dias 1 a 15 de março, a programação tem como tema a “Voz”, numa homenagem aos 50 anos da Revolução de Abril. Além disso, Amílcar Falcão anunciou a digitalização de mais de 30 mil livros da Biblioteca Joanina, em parceria com a ‘Sharjah Book Authority’, no que considerou uma contribuição para a o reconhecimento da UC enquanto património cultural da UNESCO.

O reitor encerrou ao agradecer “de forma sentida” a todas as pessoas que compõem o universo da UC, desde estudantes a docentes. Enfatizou o seu papel “inestimável” na elevação do prestígio da instituição.

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