Ensino Superior

FLUC acolhe primeira feira de emprego para estudantes de Letras

Pedro Cruz

Primeira-coordenadora do NEFLUC expressa falta de representação das Letras em feiras de emprego da UC. Subdiretora da FLUC aponta que realização de uma segunda edição depende de número de interessados. Por Pedro Cruz

A Feira de Emprego realizada pelo Núcleo de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (NEFLUC) em colaboração com a Direção da FLUC está a decorrer entre os dias 12 e 13 de março. Trata-se de uma mostra com a participação de nove organizações, que teve início no Teatro Paulo Quintela, às 14 horas. No segundo dia, vão ocorrer workshops sobre como fazer um Curriculum Vitae (CV) e como agir numa entrevista de emprego.

Filipa Vilão, primeira-coordenadora das Saídas Profissionais do NEFLUC, declara que o evento é um dos pilares do núcleo. Da mesma forma, expressa ter sentido a necessidade de criar esta iniciativa para a FLUC, uma vez que considera não haver muita representação do mundo de Letras nestas feiras. “Queremos mostrar que nós (de Letras) conseguimos montar o nosso futuro e escolher o caminho que vamos seguir”, realça.

Esta é a primeira vez que a Feira de Emprego acontece na FLUC. Beatriz Correia, estudante da Licenciatura de Estudos Europeus, sente felicidade por ter a oportunidade de estar em contacto direto com as organizações participantes e por sentir que existe um interesse na sua área por parte destas. Contudo, manifesta que muitas organizações “não valorizam as pessoas de Letras” e que não há tanta oferta de emprego. Por isso, realça que estas iniciativas são importantes para aproximar as empresas à faculdade e mostrar que os estudantes podem ter lugar no mercado de trabalho.

Ana Teresa Peixinho, subdiretora da instituição, solidariza-se com o desagrado apresentado pelos estudantes do NEFLUC após a Feira de Emprego da UC, realizada em novembro de 2023. Nesse sentido, lamentaram que a escolha das equipas, entidades e empresas para a edição referente “não foram ao encontro das necessidades dos estudantes de Humanidades e Artes”. Com isso, salienta que a Feira de Emprego da FLUC “não é só uma amostra de organizações”, é também uma forma de “oferecer oportunidades aos estudantes e compete a cada um saber se as agarra ou não”.

Catarina Martins, técnica superior do Instituto Diplomático do Ministério de Negócios Estrangeiros (MNE) e antiga estudande na FLUC, relembra não ter sido fácil arranjar estágio ou trabalho, principalmente fora das áreas metropolitanas. “Tem que se incentivar mais os alunos a envolverem-se com o mercado de trabalho, a procurar estágios e a investir em todas as qualidades que não são adquiridas na faculdade”, ressalta. A representante do MNE também pondera que eventos deste cariz são benéficos para as organizações, pois podem ter “mais e melhores candidatos”. Assim, informa que, nestas feiras, explicam aos interessados o processo de como fazer a candidatura à organização, quais documentos entregar, como apresentar o CV, e que posturas devem adotar durante entrevistas. “Garantimos que as pessoas tenham essas noções para o futuro”, assevera.

No final do evento, a subdiretora da FLUC vai avaliar a sua afluência, uma vez que a organização exige muitas horas de trabalho e de esforço. “Se não houver interesse não vai haver uma segunda edição”, reitera. Caso contrário, a faculdade vai unir esforços com a UC para trazer mais empresas do interesse dos estudantes de Letras à Feira de Emprego da Universidade. Nesse sentido, indica que, em 2025, juntamente com o pró-reitor Nuno Mendonça, vai enviar uma listagem de organizações que possam ser empregadoras de profissionais das Ciências Sociais, Humanidades e Artes, para que as Letras se sintam “representadas na mostra de emprego”.

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