Desporto

Equipa de hóquei em patins leva medalha de ouro para Casa

Cedida

“Queríamos honrar a instituição que tínhamos ao peito”, declara capitão da equipa. O apoio das bancadas foi sentido durante o jogo, segundo treinador. Por Mafalda Adão e Solange Francisco

No passado dia 15 de março, a equipa de hóquei em patins masculino da Associação Académica de Coimbra (AAC) sagrou-se campeã universitária nacional na modalidade. O grupo venceu a final contra o Instituto Politécnico de Leiria, com um golo de ouro no prolongamento, tendo o resultado ficado 4-3 para a Académica. 

O capitão da equipa, Francisco Monteiro, considera que os jogadores estavam motivados e tinham um sentimento em comum: “queríamos honrar a instituição que tínhamos ao peito”. O treinador dos atletas, Gonçalo Oliveira, reforça a importância dada à análise da equipa adversária e à promoção da união dos jogadores. “Já não conquistávamos o título há cerca de sete anos”, declara o treinador, que considera que por terem defrontado os campeões em título, “a responsabilidade era acrescida”.

Com um jogo em casa, Gonçalo Oliveira considera que a familiarização da equipa com a própria pista e o campo de dimensões máximas resultaram num “efeito surpresa aos nossos adversários”. Ambos destacam o apoio das bancadas: “apoiaram-nos quando foi preciso e sentimos que acreditavam que a vitória era possível”, sublinha Francisco Monteiro. “Termos apoio do nosso lado traz uma responsabilidade acrescida, já que perder uma final em casa deixar-nos-ia muito abalados”, reforça o treinador da equipa. Esta claque não organizada era composta sobretudo por amigos e familiares dos jogadores, além dos órgãos diretivos da Direção-Geral da AAC e da Secção de Patinagem da AAC. 

No intervalo para o prolongamento, a maior preocupação do treinador foi que “os índices físicos levassem a um menor discernimento na tomada de decisões dos jogadores”. Por isso, Gonçalo Oliveira evidenciou a importância da concentração na última parte do jogo. “Tínhamos de fazer um jogo mais controlado”, reitera Francisco Monteiro, que não esquece a calma transmitida pelo treinador, o que assegurou o golo de ouro. 

“É um orgulho poder ter sido capitão desta equipa e representar a AAC”, declara Francisco Monteiro. O treinador partilha a mesma ideia: “praticaram um hóquei de excelente nível”. O próximo objetivo da equipa passa pela revalidação do título no próximo ano. Gonçalo Oliveira lamenta que a modalidade não tenha um campeonato europeu, “porque o hóquei, infelizmente, tem uma expressão internacional reduzida”.

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