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CMC vê aprovada candidatura ao projeto Radar Social

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Iniciativa do Instituto de Segurança Social atribui financiamento de mais de 345 mil euros. “O diagnóstico social já devia ter sido revisto”, assevera vereadora da Ação Social. Por Matilde Mendes

No passado dia 27 de fevereiro a Câmara Municipal de Coimbra (CMC) viu aprovada a sua candidatura ao projeto Radar Social num montante superior a 345 mil euros. A iniciativa é do Instituto de Segurança Social e surge no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência. Tem como objetivo, de acordo com a vereadora da Ação Social da CMC, Ana Cortez Vaz, “saber onde estão geograficamente as pessoas vulneráveis e promover uma maior adaptação das respostas aos problemas sociais existentes”.

O projeto vai ser implementado em duas fases distintas de intervenção. A primeira, com duração até 3 meses, pretende identificar pessoas, famílias ou grupos em situação de vulnerabilidade social em Coimbra de forma a efetuar uma atualização social do concelho. Na segunda, com duração de 24 meses, tem-se em consideração essa georreferenciação social com o intuito de executar o plano de ação estabelecido. Desta forma, segundo a vereadora, promove-se uma coesão mais significativa e eficaz do território.

Neste âmbito, o projeto vai ser levado a cabo por uma equipa multidisciplinar constituída por cinco elementos – um geógrafo para fazer a georreferenciação, um gereontólogo, dada a prevalência da população idosa, e assistentes sociais, tal como confirmado por Ana Cortez Vaz. Contudo, de acordo com a mesma, deveria ser acrescentado mais um elemento, tendo em conta a complexidade e o número de habitantes de Coimbra. Em relação ao valor do financiamento (345.356,54) a vereadora considera que se trata de um montante razoável e suficiente para o trabalho a executar, estando já neste momento a ser tratada a constituição da equipa de forma a agilizar o início do projeto.

Relativamente à importância desta proposta para a cidade, a vereadora frisa que “a execução do projeto vai ser fulcral”, sendo que vai possibilitar a “identificação de alguns agregados isolados que estão nas freguesias mais periféricas”. Assim, Ana Cortez Vaz considera que o projeto “é do máximo interesse”, pelo que a CMC “candidatou-se logo”.

Ainda de acordo com a vereadora, a proposta vai contribuir para a prossecução de muitos objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas. A mesma acredita que vai ser uma “mais-valia”, dado que “é muito importante para todas as questões sociais de Coimbra” devido ao facto que o “diagnóstico social que existe já tem alguns anos e já devia ter sido revisto “. Assim, de acordo com Ana Cortez Vaz, a cidade acolheu “positivamente” este desafio lançado pelo Instituto da Segurança Social porque “é efetivamente essencial saber mapear onde estão estes agregados”.

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