Cultura

Primavera chega ao TAGV com dia aberto

Jéssica Soares

Aproximação ao público é objetivo central do estabelecimento. Radio-teatro e podcast são novos projetos em vista. Por Jéssica Soares

No dia 22 de fevereiro o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) abre portas para uma visita guiada com o intuito de apresentar os principais destaques da temporada de primavera de 2024, que decorre desde o final de fevereiro até finais do mês de julho. Este dia aberto é apresentado pelo diretor do TAGV, Sílvio Correia Santos, acompanhado pelo vice-reitor para a Cultura, Comunicação e Ciência Aberta da Universidade de Coimbra (UC), Delfim Leão, e pelo assessor para a Programação e Mediação do TAGV, Alexandre Lemos.

Ao percorrer os caminhos do estabelecimento são dadas a conhecer a bilhetaria, a cabine de projeção, a denominada sala verde e a sala dos espelhos, seguindo para o subpalco, onde se ascende para o palco do TAGV, dando por finalizada a visita. Durante o percurso são explicadas as funções dos diferentes espaços e apresentados alguns trabalhadores que atuam nos mesmos.

O principal objetivo deste dia aberto é, informa o diretor do TAGV, o “contacto mais direto” e uma “maior proximidade” com o público. De acordo com Sílvio Correia Santos, também contribui para este fim a deslocação do espaço da bilhetaria, que se encontra, de momento, à entrada do edifício. A finalidade é obter mais visibilidade e um horário mais alargado de funcionamento.

Outra mudança que visa esta aproximação é a do dia de exibição cinematográfica que, anteriormente, estava programada para as segundas-feiras e vai passar a realizar-se às terças. Com a alteração do dia, também é modificado o horário de início das sessões em meia hora: se, antes, os filmes eram exibidos às 18 horas e, de seguida, às 21 horas, passam a ser às 18h30 e às 21h30. Deste modo, é possível “responder às necessidades do público”, explica Sílvio Correia Santos.

Na sala de espelhos são apresentados dois novos projetos previstos para esta temporada. O radio-teatro, que vai funcionar como uma “nova voz para receber as pessoas”, anuncia o diretor do TAGV, e a criação de um podcast. De acordo com Sílvio Correia Santos, esta iniciativa propõe-se a “falar das artes e da cultura a partir do que acontece no teatro”, estando prevista para breve.

A equipa responsável pela apresentação desta temporada salienta a importância da ligação do estabelecimento com a UC. É realçada a relevância da articulação da universidade com estruturas e entidades académicas, tais como as secções que integram a Associação Académica de Coimbra e os grupos académicos. Assim, o diretor do TAGV sublinha como o ensino e a investigação “potenciam a experimentação das artes”.

Sílvio Correia Santos informa que a “programação é coerente e pensada para funcionar como um todo”, destacando alguns eventos da temporada, como o espetáculo musical “The Legendary Tigerman” (8 de março) e o de dança “Bantu” (29 de fevereiro). Em relação a peças teatrais, o dirigente aponta “Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas” (3 e 4 de maio), “Luta Armada” (18 de maio) e “Re: Antígona” (14 de junho).

O Festival menor, que vai ter lugar nos próximos dias 23 e 24 de fevereiro no TAGV, também é mencionado pelo diretor. Não foram divulgadas muitas informações sobre o cartaz para que o público possa “assumir o risco de ver algo que não sabe o que é”, elucida Sílvio Correia Santos. Alexandre Lemos enfatiza como o festival permite refletir sobre o desconhecimento da arte, “não sabendo o que é e para que serve”, mas “possibilitando que prolongue o nosso dia”.

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