Ensino Superior

Presidente da DG/AAC comenta primeiros trabalhos do mandato

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Inquérito sobre emigração e atribuição de primeiras bolsas do Fundo de Ação Social António Luís Gomes marcam atividade da DG/AAC em janeiro. Renato Daniel sublinha necessidade de fixar recém-diplomados em Portugal. Por Inês Reis e Leonor Viegas 

O presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) faz um apanhado das principais atividades desenvolvidas no primeiro mês do ano, enfatizando a preparação para as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. Desenvolveram ainda uma campanha relacionada com a luta contra o cancro e comprometeram-se a apresentar uma agenda política de promoção da igualdade.

Na sequência de um estudo que mostra que um terço dos jovens portugueses pretende emigrar, a Direção-Geral desenvolveu um inquérito direcionado aos estudantes da Universidade de Coimbra (UC). Renato Daniel, presidente da DG/AAC, explica que o objetivo é perceber se os jovens que estudam na UC têm intenções de sair do país e como isso pode “ser um retrato da academia daqui a 20 anos”. Segundo o dirigente, as conclusões do inquérito, disponível até 26 de fevereiro, vão permitir avaliar o “resultado das políticas públicas no que diz respeito à fixação dos recém-licenciados”. Sublinha ainda a necessidade de melhorar a qualidade de vida daqueles que terminaram o ciclo de estudos, desde as condições de habitação, ao aumento salarial. 

No dia 31 de janeiro, a AAC atribuiu as primeiras bolsas no âmbito do Fundo de Ação Social António Luís Gomes, que pretende “ajudar os estudantes que não conseguem ter acesso a mecanismos de ação social direta por parte do Estado”, explica o dirigente. Acrescenta que, neste momento, a receita do fundo permite atribuir até 52 bolsas de estudo. Para o próximo ano, o objetivo é chegar aos 50 mil euros, no entanto, as verbas estão dependentes da receita da Queima das Fitas, em particular do Dia do Antigo Estudante, esclarece.

Na sequência das declarações do líder do Chega na VI Convenção Nacional do partido, a DG/AAC redigiu uma nota de repúdio, na qual se compromete a elaborar uma agenda política. Renato Daniel recusa-se a reunir “com um partido que se mostra intolerante aos que são tolerantes” e reforça que a posição de André Ventura vai contra um dos princípios fundamentais da AAC – a igualdade. Neste sentido, a agenda consiste num caderno com propostas para promover a igualdade étnica, de género e socioeconómica, cuja apresentação ainda não tem data definida. 

Para assinalar o Dia Mundial do Cancro, o Departamento de Educação para a Saúde da AAC, no âmbito do Protocolo Desliga, participou no Desafio dos 5km, uma corrida solidária promovida pela Liga Portuguesa contra o Cancro. Nesta data, teve também início uma campanha de angariação de fundos para a doação de uma poltrona hospitalar de descanso ao Instituto Português de Oncologia de Coimbra. Além da Liga Portuguesa contra o Cancro, o academista pretende estabelecer parcerias com outras instituições da cidade.

No âmbito das comemorações do quinquagésimo aniversário da Revolução dos Cravos, o estudante demonstra “orgulho” pelo Edifício-Sede ser o primeiro a vestir as cores de Abril. A AAC conta com a participação da Comissão Nacional para as Celebrações dos 50 anos do 25 de Abril, da RTP, do Teatro Académico de Gil Vicente e da UC na dinamização das várias atividades. Apesar da ausência da parceria da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), o dirigente declara que a CMC está convidada a colaborar em todos os momentos: “a AAC tem a porta aberta e em nenhuma circunstância se vai fechar a quem quer que seja, vamos convidar a câmara e fazer questão que esteja sempre presente em todos os momentos, porque nós precisamos da CMC”.

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