Ensino Superior

NEFLUC/AAC põe em marcha recolha de produtos de higiene menstrual

Matilde Mendes

Recolha de bens está vinculada à Semana STOP. Coordenador enfatiza objetivo de “albergar todos os membros da comunidade estudantil”. Por Camila Luís e Matilde Mendes

O Núcleo de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra da Associação Académica de Coimbra (NEFLUC/AAC) está a dinamizar uma recolha de bens higiénicos menstruais, ao longo do mês de fevereiro. A iniciativa está a ser coordenada pelo pelouro de Intervenção Cívica, Social e Voluntariado do NEFLUC/AAC, pelo que os utensílios angariados devem ser colocados numa caixa presente no Gabinete de Apoio ao Estudante, no quarto piso da FLUC. Os produtos recolhidos vão ser de seguida distribuídos pelas casas de banho da faculdade.

O coordenador do pelouro, Guilherme Ferreira, evidencia a importância deste tipo de projetos enquanto membro da academia, visto que existem estudantes que necessitam destes produtos “e não têm maneira de aceder aos mesmos de forma gratuita”. O responsável realça também a necessidade de “albergar todos os membros da comunidade estudantil”, pois considera que este é um “problema” que não se pode controlar.

Os utensílios vão estar à disposição dos estudantes a partir do próximo mês, de modo a vincular esta iniciativa com a segunda edição da Semana STOP, que vai ser realizada de 4 a 8 de março, no âmbito do Dia da Mulher. Este projeto visa olhar para o papel feminino ao longo da história, e vai contar com cinco dias dedicados a sessões temáticas relativas ao feminismo.

Guilherme Ferreira revelou que o principal objetivo é que os bens recolhidos sejam suficientes para a Semana STOP. Contudo, referiu ainda a possibilidade de “prolongar a presença de utensílios”, no caso de se verificar  “uma recolha muito grande”. De forma a garantir o funcionamento da iniciativa, o coordenador esclareceu também que a reposição dos produtos vai ser efetuada pelos membros do NEFLUC/AAC.

O dirigente finalizou com um apelo direcionado à comunidade estudantil para a participação no projeto, pois “não é algo custoso” pelo que “todos podem contribuir”.  A organização alerta ainda para eventos que estão por vir ligados a temas da atualidade que vão ao encontro das preocupações dos cidadãos.

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