Cidade

Mariana Mortágua e Miguel Cardina exigem mais residências estudantis para Coimbra

Luísa Malva

“Estamos numa cidade que dita conhecimento, mas há alunos que deixam de estudar porque não têm capacidade para pagar um quarto”, realça candidato pelo Bloco de Esquerda de Coimbra. Partido defende reivindicações dos polícias de segurança pública. Por Luísa Malva

O programa eleitoral do Bloco de Esquerda (BE) foi apresentado pela representante do partido, Mariana Mortágua, em Coimbra, neste domingo, no café de Santa Cruz. Na sessão de apresentação, salientou-se a necessidade do combate à especulação imobiliária através da diminuição dos preços das rendas e da implementação de um plano nacional para o alargamento das residências estudantis. Além destas medidas, Miguel Cardina, cabeça-de-lista de candidatos a deputados do BE pelo círculo de Coimbra, defende que 25% da construção local deve ser para a habitação acessível.

A poucas semanas de eleições “absolutamente decisivas para o futuro do país”, como definem os representantes políticos, o BE foi o primeiro partido a apresentar o programa para estas legislativas. É um dos dois partidos que expuseram o programa eleitoral até agora, além da Iniciativa Liberal. Miguel Cardina considera que os principais problemas do país apresentam sempre repercussões a nível local. “A habitação é hoje uma emergência nacional, que revela uma absoluta desadequação entre o rendimento das pessoas, e o preço das rendas e dos empréstimos, explica, ao reforçar que também em Coimbra está a atingir contornos “absolutamente dramáticos”.

 O candidato do BE por Coimbra salienta a situação dos jovens face a estes problemas. “Estamos numa cidade que dita conhecimento, mas há alunos que deixam de estudar porque não têm capacidade para pagar um quarto”, sublinha. Ilustra que a oferta de quartos para universitários diminuiu 40% em Coimbra e os preços médios das rendas subiram 32%. Em resposta a esta crise, Miguel Cardina destaca o plano apresentado pelo BE que propõe o alargamento das residências estudantis por todo o país.

Mariana Mortágua critica os lucros “astronómicos” do Novo Banco, “um banco que não só faz milhões, como não paga impostos, depois de ter sido resgatado com dinheiro público”, remata. A candidata explica que a banca não tem sido uma vítima passiva do Banco Central Europeu, mas que a margem de lucro não parou de subir, “o que quer dizer que os principais bancos de Portugal se comportam como parasitas financeiros”.

A representante partidária desaprova a desvalorização dos funcionários da função pública por parte do Partido Socialista. “Os trabalhadores do Estado garantem a democracia e devem ter remunerações de acordo com a sua função”, destaca a política. Mariana Mortágua realça a estagnação dos salários no setor da Educação, no Serviço Nacional de Saúde, na Justiça e na Polícia de Segurança Pública, “que têm toda a razão para expressar as suas exigências”, salienta. Para terminar, remata que “os polícias se têm essa razão não a devem perder com divulgações que põem em causa o próprio processo democrático, como anúncios de boicote a atos eleitorais”.

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