Cidade

Jovens marcham por uma Palestina livre

Raquel Lucas

Associações estudantis pretendem incentivar empatia com conflito na Faixa de Gaza. Estudantes de Coimbra apelam à participação de todos. Por Débora Borges e Pedro Cruz

Braga, Faro e Lisboa vão receber a Marcha Nacional Palestina Livre, no dia 10 de fevereiro, organizada por estudantes de diversas instituições de ensino obrigatório e superior do país. A iniciativa de uma plataforma humanitária solidária com a Palestina visa a mobilização em massa para pedir um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza. A Academia pela Palestina Braga, Estudantes de Coimbra pela Palestina, Estudantes por Justiça na Palestina – CES (Coimbra), Estudantes por Justiça na Palestina – FCSH (Lisboa) e Estudantes pela Palestina – ISCTE (Lisboa) são os responsáveis.

Joana Carvalho, estudante de Mestrado em Relações Internacionais da Universidade de Coimbra (UC), explica que os Estudantes de Coimbra pela Palestina enviaram uma convocatória para os núcleos estudantis, os órgãos de comunicação social, as repúblicas e as estruturas da Associação Académica de Coimbra (AAC). Para a representante, os jovens e os estudantes universitários devem marcar presença não só em iniciativas locais, mas também em nacionais.

Para Joana Carvalho, a criação de uma ligação de empatia com as vítimas deste conflito, através da oratória e do discurso, ajuda as pessoas a compreenderem o seu posicionamento e a “desconstruírem todo um mundo de coisas pré-fabricadas dentro das suas consciências”. Salienta, assim, que as vozes dos estudantes envolvidos podem ser escutadas e que Coimbra contribui com a sua “presença, voz e reivindicações vincadas”. Acrescenta que a manifestação é pacífica, “mas não desprovida de conteúdo político”.

“Esperamos passar a mensagem de que não queremos, nem nunca aceitaremos, o branqueamento do genocídio em nosso nome”, exalta a estudante. Joana Carvalho apela à comunidade estudantil, bem como à AAC, para se juntarem à marcha. Na sua opinião, as pessoas devem informar-se de modo a criar-se uma comunidade de pensamento livre.

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