Ensino Superior

II Fórum Cultural marcado por debate sobre falta de espaços para estruturas culturais da AAC

Cedida pela Secção de Fotografia da Associação Académica de Coimbra

Proposto mapeamento do património da UC para resolver problema da perda de espaços por parte das secções culturais. Discussão sobre financiamento inadequado leva estruturas a sugerirem nova linha de apoio. Por Guilherme Borges

O evento, organizado pelo Conselho Cultural da Associação Académica de Coimbra (CC/AAC), ocorreu entre os dias 3 e 4 de fevereiro, na antiga Cantina dos Grelhados. A sucessiva perda de espaços, sem oferta alternativa, ao mesmo tempo que a atividade cultural da AAC continua a crescer, foi o tema principal. Enquanto o I Fórum Cultural, realizado no ano passado, foi “focado na identificação de problemas”, o deste ano foi “muito mais virado para o pensamento de soluções e alternativas”, analisa o tesoureiro do CC/AAC, Luís Almeida.

No decorrer do evento foram discutidas as dificuldades sistémicas das secções culturais. A moção resultante sobre espaços académicos, desenvolvida pelos participantes, expõe que a “necessidade de melhoria das condições dos espaços existentes são problemas que têm vindo a assolar a AAC há vários anos”.

A moção relativa ao painel sobre o Observatório da Cultura da Universidade de Coimbra (OCUC) vai ser redigida de acordo com as problemáticas debatidas no fórum. O secretário-geral do CC/AAC, César Sousa, afirma que “um dos grandes problemas que se detetam e que são de consenso geral é a operatividade da atribuição de estatutos para estudantes integrados em atividades culturais”.

O secretário-geral declara que “o que acontece hoje é um processo moroso, que tem dado problemas aos estudantes que acabam por não beneficiar dos seus direitos”. Aponta, por exemplo, a possibilidade de inscrições em época extraordinária de exames e a preferência de inscrição em turmas. É preciso um “mecanismo mais célere” para que esses direitos se possam concretizar, ressalta César Sousa. Outro problema detetado pelos presentes foi a questão da falta de linhas de financiamento por parte da reitoria e do OCUC adequadas à atividade das secções.

Neste momento, as estruturas dispõem de três momentos para se candidatarem a apoios por parte da UC: o Ciclo Mimesis, o Ciclo Orphika e a Semana Cultural. No entanto, são períodos curtos ou fora do âmbito das estruturas culturais, o que constitui uma problemática, explica César Sousa.

Para resolver esta questão são precisas “linhas de financiamento permanentes que possam permitir a candidatura de atividades para todo o ano”. Desta forma, propõem a criação de uma outra, adequada às suas áreas e com duas fases de candidaturas: uma em janeiro e outra em julho. Com esse objetivo, César Sousa preza pelo estabelecimento de conversas com a Reitoria, em especial com o vice-reitor para a Cultura e Ciência Aberta da UC, Delfim Leão.

Além disso, no II Fórum Cultural também foram debatidos os casos de várias secções, que perderam acesso aos espaços que utilizavam. Foi o exemplo das salas do Centro de Informática da AAC, ao lado do Departamento 2 da Faculdade de Psicologia e de Ciências de Educação, do arquivo da Rádio Universidade de Coimbra, perto do Observatório Geofísico e Astronómico da UC e da Secção de Fado, nas antigas Cantinas Verdes. O tesoureiro do Conselho Cultural da AAC diz ainda ser essencial fazer o mapeamento do património “extenso” da UC e “perceber o que há de disponível”, a fim de averiguar “que espaços podem ser ou não úteis para as estruturas culturais e para levar a cabo as suas atividades”.

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