Cidade

APPACDM de Coimbra com mais voluntários do que nunca em 2023

Solange Francisco

Serviço comunitário transformado em voluntariado na instituição. Interação na ação de voluntariado é benéfica para ambas as partes, segundo a presidente. Por Joana Almeida e Solange Francisco

A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Coimbra celebra recorde de número de voluntários na instituição no ano de 2023. A presidente da instituição, Helena Albuquerque, declara que, mesmo com a suspensão do voluntariado nos anos de pandemia, a adesão de voluntários ao projeto nos anos seguintes cresceu.

Criada em 1969, a associação tem como fim apoiar pessoas com deficiência mental ao longo de toda a sua vida, oferecendo diferentes tipos de apoios para cada faixa etária afetada por estas patologias. “Defendemos que são as pessoas com deficiência que têm de ter o controlo das suas vidas”, salienta Helena Albuquerque. Expressa ainda o desejo da associação de “criar todas as condições para que estas pessoas possam concretizar os seus sonhos e os seus projetos de vida”.

A APPACDM conta com o apoio de colaboradores remunerados e voluntários. O recorde batido pela participação destes últimos demonstra que o voluntariado é uma prática ativa. A presidente afirma que a associação não exige nenhum requisito para a participação voluntária e que o trabalho de cada um “é adaptado aos seus gostos, desejos, projetos e sabedoria”. Quer o cuidado direto aos utentes, quer a realização de atividades lúdicas com os mesmos constituem algumas das principais atividades que os voluntários podem realizar. 

Helena Albuquerque não tem dúvidas de que a interação entre voluntários e pessoas com deficiências intelectuais acaba por ser benéfica para ambas as partes, uma vez que os pacientes gostam de conviver com pessoas novas e os voluntários ganham aprendizagens de vida. Alguns destes voluntários chegam à associação para prestarem serviço comunitário e verem as suas penas reduzidas, ainda que isto não seja uma das formas de voluntariado mais regular. “É uma mais-valia para estes cidadãos pois ficam com uma perspetiva diferente tanto da deficiência intelectual como da própria vida e do quotidiano”, reforça a presidente. 

No ano de 2020, a organização concorreu ao Selo de Qualidade em Voluntariado “Join4Change” tendo-lhe sido atribuído o Prémio de Excelência. Helena Albuquerque considera que esta vitória  “é uma exteriorização do bom trabalho que se faz na instituição”.

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