Cultura

“Apocalipse” invade Casa das Caldeiras

Iris Jesus

Coimbra IMPRO assina peça de improviso sobre fim do mundo. Representantes do grupo teatral realçam espontaneidade do espetáculo. Por Débora Borges e Iris Jesus.

A Casa das Caldeiras exibe a peça de teatro “Apocalipse”, apresentada pela companhia Coimbra IMPRO – Teatro de Improviso, esta quarta-feira, dia 21 de fevereiro . O espetáculo tem início pelas 21h30 e o preço de entrada corresponde a 5 euros, exceto para alunos e sócios da companhia, que devem pagar 3 euros. A iniciativa inclui-se numa parceria entre o grupo teatral e a instituição, que todos os meses acolhe atividades promovidas pelo órgão artístico.

Segundo Joana Moreira, integrante do grupo Coimbra IMPRO, o teatro de improviso “não tem roteiro, apenas protocolos que devem ser seguidos”. Desta forma, o formato da sessão divide-se em duas fases. A primeira inicia-se num ambiente próximo ao fim do mundo, em que se espera que a plateia participe e sugira os motivos que levaram o planeta a esta situação. Neste sentido, o elenco deve improvisar as sugestões do público e, a partir das mesmas, formar a história do teatro. Já a segunda fase vai funcionar “como uma mono-cena”, onde as personagens adotam uma “rotina pós apocalipse”.

“Cada espetáculo é diferente, porque é muito espontâneo”, conta o assessor de imprensa do grupo teatral, Chico Guazzelli. Sobre este tema, Joana Moreira acrescenta que os pilares do teatro de improviso são “a aceitação, a escuta ativa e o não julgamento”, que se refletem no funcionamento da peça. Os atores não sabem previamente o desenrolar da história e, por isso, “a primeira pessoa a sentir-se confortável com as sugestões do público, entra em cena”, explica o assessor. A partir daí, o palco torna-se um espaço de “partilha de ideias, em que devemos deixar as nossas vontades de lado e trabalhar em conjunto”, salienta Joana Moreira.

O grupo Coimbra IMPRO formou-se há dois anos, e desde o seu início, contou com o apoio da Casa das Caldeiras. De acordo com Joana Moreira, este espaço corresponde à “sala de ensaios de eleição” da companhia, visto que, “se adequa facilmente ao regime de aprendizagem”. No que diz respeito à adesão do público, os representantes revelam que as suas atuações já contam com “uma audiência regular e fiel”, no entanto, esperam “encher a sala”.

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