Ensino Superior

AAC cria unidade de apoio a vítimas de violência doméstica

Liliana Martins

Consultas são realizadas por médicos voluntários. DG/AAC promete celebrar a Mulher com semana de atividades. Por Liliana Martins

Na semana em que se assinala o Dia dos Namorados, e no seguimento da colocação de uma lona de sensibilização para a violência doméstica na fachada do edifício-sede da Associação Académica de Coimbra (AAC), a Direção-Geral da AAC (DG/AAC) vai lançar uma unidade de apoio às vítimas deste crime. A plataforma vai estar disponível a partir de 14 de fevereiro, pelas 9 horas. A rede de apoio consiste na disponibilização, através da página da AAC, de um espaço que possibilita a marcação de consultas médicas. Após o preenchimento, as vítimas são remetidas para o correio eletrónico de um profissional de saúde destinado para o efeito.

De acordo com Sofia Duarte, vice-presidente da DG/AAC, a iniciativa surgiu pela vontade de “criar algo pragmático que não ficasse só pela sensibilização”. Os profissionais colaboradores nesta ação são médicos voluntários do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra. A dirigente avança que, por enquanto, está destacado apenas um médico. Contudo, garante que “dependendo do número de marcações submetidas, mais médicos vão ser contactados”.

A vice-presidente acrescenta que o desenvolvimento desta rede pretende contornar a “falta de meios” que, muitas vezes, impede as vítimas de violência doméstica de expor as suas situações. Nesse sentido, Sofia Duarte acredita que esta unidade de apoio, por ser realizada por uma Casa que representa mais de 25 mil estudantes, “pode ajudar a criar uma certa proximidade e um certo conforto para a vítima”.

A par desta rede, a DG/AAC promete levar a cabo outras ações de consciencialização para a desigualdade de género e violência contra a mulher, das quais se destacam as comemorações do Dia da Mulher. Sofia Duarte refere projetos focados na liderança feminina em órgãos de chefia e no seio da própria academia. Neste âmbito, o presidente da DG/AAC, Renato Daniel, salienta as celebrações da Semana da Mulher. O estudante assegura que, durante a semana de 4 a 8 de março, vai ser promovido um conjunto de atividades “para sensibilizar para o papel social da mulher” e “para que se possa produzir uma sociedade mais igualitária”.

Os dirigentes pretendem ainda levar a discussão junto dos partidos políticos. Assim, afirmam estar a trabalhar num documento exclusivamente sobre a igualdade nas suas diversas dimensões, como a de género. “O capítulo para a igualdade de género já está escrito e transcende as 30 páginas”, adianta Renato Daniel. Segundo o presidente, o tópico não foi incluído no caderno reivindicativo, aprovado na última Assembleia Magna, “para não minimizar o espaço de debate” e impedir que o assunto fosse “abafado”. Defende que “é uma questão que deve ter o seu espaço de discussão individual”.

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