Cidade

32 anos de uma iniciativa de “corpo e alma”

Cedida por Matilde Azenha

Associação de Dadores de Sangue moderniza-se para comemorar aniversário. Presidente apela à importância da doação entre jovens. Por Pedro Cruz

Criada em 19 de fevereiro de 1992, a Associação de Dadores de Sangue de Coimbra (ADSC) completa o seu 32º aniversário com uma nova fase. A organização modernizou o logotipo, mantendo ainda ligação à imagem tradicional, com alusão ao fado e à cidade. “É mais apelativo à juventude ter uma referência a símbolos de Coimbra”, explica José Mário Gama, presidente da ADSC.

O dirigente menciona a importância da doação de sangue, tanto dos jovens como de pessoas saudáveis e aptas. “Para os serviços de saúde e para aqueles que precisam de uma unidade de sangue para continuar a viver, é vital a prática desta atividade”, reforça. Nesse sentido, explica que, para doar sangue, os indivíduos devem ter mais de 18 anos, acima de 50 quilos e estarem saudáveis.

Assim, José Mário Gama informa que, em articulação com os diversos núcleos e grupos de estudantes universitários, a ADSC organiza pontos de doação de sangue em locais adequados, que sejam centrais. Caso se realizem dentro de alguma faculdade, é necessária a autorização da instituição. “É preciso cumprir determinadas exigências de condições básicas para a colheita de sangue, bem como para a instalação dos médicos e equipamentos, e da inscrição e alimentação dos doadores”, declara. Enfatiza ainda a colaboração com os serviços de sangue dos hospitais de Coimbra. Apela também para um maior apoio da Associação Académica de Coimbra (AAC).

O presidente da ADSC considera que os problemas em torno da doação de sangue são permanentes, porque existem períodos “menos bons”, como em épocas gripais, o que, consequentemente, cria uma maior necessidade de doação. “Felizmente, com alguns apelos e esforços, vamos resistindo e satisfazendo as necessidades básicas para que o sangue não esteja em falta nos hospitais”, admite. Nesse sentido, José Mário Gama ressalta que esta atividade tem de ser constante, pois as unidades de sangue perdem validade, uma vez que não podem estar armazenadas por muito tempo. “É vital a dádiva de sangue diária, se não acaba por ocorrer uma catástrofe”, sublinha.

No dia 7 de março, a ADSC, em conjunto com o pelouro de intervenção cívica da Comissão Organizadora da Queima das Fitas 2024, vai realizar uma colheita de sangue na sala de estudo da AAC. Já no dia 12, em colaboração com o Núcleo de Estudantes de Medicina da AAC, vão organizar uma nova recolha no Polo I da Universidade de Coimbra. “Todos esses trabalhos e apoios são importantes para esta luta diária pela sobrevivência de milhares de pessoas”, exalta o presidente. “É uma iniciativa que abraçamos de corpo e alma”, assevera.

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