Ensino Superior

Revisão do RJIES é tema na Tomada de Posse da DG/AAC e MAM/AAC

Solange Francisco

João Caseiro honra memória de Cesário Silva. Estudantes apelam a tomada de posição sobre conflito israelo-palestiniano. Por Guilherme Borges e Solange Francisco

No dia 11 de dezembro ocorreu a Tomada de Posse dos membros da nova Direção-Geral (DG/AAC) e Mesa da Assembleia Magna da Associação Académica de Coimbra (MAM/AAC) no Auditório da Reitoria. Este evento contou com a intervenção dos presidentes cessantes da MAM/AAC e da DG/AAC, Gonçalo Pardal e João Caseiro, respetivamente, bem como dos novos encarregados destas funções, Carolina Rama e Renato Daniel.

A cerimónia arrancou com o último discurso de Gonçalo Pardal, que colocou a si mesmo uma questão quando assumiu a posição que agora abandona: “O que é a AAC?”. Não tendo encontrado uma resposta definitiva, considera que “é a história que torna esta Casa tão única” e espera que “os próximos escrevam uma história dourada”. Relembra como ponto positivo do seu mandato a passagem do ponto “Outros Assuntos” para o início da ordem de trabalhos da Assembleia Magna (AM), com o intuito de “dar a palavra aos estudantes”.

Seguiu-se João Caseiro, que honrou a memória do seu antecessor no cargo, Cesário Silva, declarando que esta “vai ser sempre a DG/AAC do Cesário, a dos valores”, sendo aplaudido de pé. O ex-presidente destacou os acontecimentos mais marcantes do seu mandato, entre os quais a criação do fundo social António Luís Gomes “para fazer aquilo que o Estado não consegue” e apoiar os estudantes com mais necessidades. Defendeu ainda a revisão do Regimento Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES).

Além disso, o presidente cessante da DG/AAC recordou a luta pela propina zero, declarando que, “acima de tudo, a AAC é democrática e plural”. Referiu também o empenho na área da saúde mental levado a cabo por este órgão, que celebrou protocolos com clínicas de psicologia, criando uma comissão para avaliar a saúde mental nas Instituições de Ensino Superior.

Já Carolina Rama subiu ao púlpito para apelar a AM mais representativas e democráticas, com “auditórios repletos de estudantes que se querem fazer ouvir”. Destacou ainda o facto de se encontrar inserida num meio “dominado por homens”, orgulhando-se de “representar tantas academistas”.

Num discurso emocionado, Renato Daniel tomou a palavra para reconhecer a responsabilidade que agora assume, frisando a necessidade de reformar o RJIES, tal como o seu antecessor. Demarcou também como uma prioridade do seu mandato a recriação da final da Taça de 1969, enquadrada nos festejos dos 50 anos do 25 de abril, que considera ser “um dos momentos mais marcantes para a Casa”.

A Tomada de Posse terminou com um breve discurso do Reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, no qual se comprometeu a apoiar os estudantes na luta pela revisão do RJIES “publicamente, se for necessário”. A atuação do Grupo de Fados D’Anto encerrou o evento, seguida de um FRA. À saída do edifício, vários estudantes uniram-se num protesto silencioso, apelando a uma tomada de posição quanto ao conflito travado no Médio Oriente. Esta manifestação surgiu após terem proposto a realização de uma AM para debater o tema.

Por Guilherme Borges

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