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Re-food semeia o voluntariado na UC

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Fundador do movimento marca presença em evento que decorre em Coimbra. “Há voluntários de todas as idades, desde estudantes a trabalhadores, e qualquer pessoa pode participar”, apela voluntário da associação. Por Luísa Malva e Inês Reis

A Re-food vai organizar uma Reunião Sementeira que visa apelar à comunidade para a iniciativa de solidariedade. Esta é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) sem fins lucrativos, cujo objetivo é a diminuição do desperdício alimentar através da redistribuição dos excessos pelos mais carenciados. A iniciativa vai decorrer às 21 horas do dia 4 de dezembro no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra (UC). O projeto nacional já se encontra em 30 cidades portuguesas e, também, em Madrid e Milão.

O movimento surgiu em Lisboa quando Hunter Halder, cidadão americano, estava a jantar com a filha e se apercebeu do excesso de comida e do seu consequente desperdício. Devido a este acontecimento, criou a Re-food em 2011 para implementar um sistema de redistribuição. Os voluntários procuram “recolher excedentes alimentares de restaurantes, supermercados e pastelarias, para depois entregar a quem mais precisa.”, explica Paulo Ramirez, voluntário da associação. “Como há excessos de um lado, entregam-se noutro”, acrescenta.

Nesse sentido, a Reunião Sementeira, pretende “semear” o interesse da comunidade na iniciativa solidária. “A cidade, os representantes das instituições ou qualquer cidadão são bem-vindos a conhecer a Re-food e os princípios pela qual se rege”, explica Paulo Ramirez. No evento, vai estar presente o fundador do movimento, que pretende dar o seu testemunho e responder a dúvidas dos interessados. Além disso, a reunião vai contar com representantes da UC, do Município de Coimbra e da União de Freguesias de Coimbra. Vai, ainda, existir um momento dedicado ao entretenimento, com a participação do humorista Afonso Paiva, também colaborador na instituição.

Os voluntários desta IPSS dedicam por volta de duas horas semanais à distribuição alimentar, através de rotas que começam nos estabelecimentos doadores e que acabam nas instituições que ajudam os mais carenciados. Uma vez que nem todos os membros possuem automóvel, a associação pretende adquirir uma carrinha, de modo a facilitar a deslocação. “Há voluntários de todas as idades, desde estudantes a trabalhadores, e qualquer pessoa pode participar”, apela Paulo Ramirez.

O colaborador destaca a importância da relação deste projeto com a UC. De modo a apelar aos estudantes, a Re-food tem planeado feiras de voluntariado nas diversas faculdades, o que “atrai não só alunos de Coimbra, mas também de outras cidades do país”. Um exemplo da ação do movimento na cidade é a recolha dos alimentos, feita no final de cada noite, durante a semana da Queima das Fitas. “A Re-food tem uma excelente relação com a Universidade”, sublinha Paulo Ramirez, fator que influenciou a escolha do local da reunião. “O Auditório foi escolhido devido às excelentes condições, mas também pela relação com a instituição em si”, explicita.

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