Cidade

Praça de 8 de Maio é coberta por bandeiras da Palestina

Mafalda Adão

Iniciativa tem como objetivo sensibilizar e consciencializar a população. Discursos, poemas e fotografias foram partilhadas. Por Mafalda Adão

No dia 15 de dezembro, pelas 17h, ocorreu na Praça 8 de Maio uma vigília organizada pelo movimento “Coimbra pela Palestina”. O local foi coberto por gritos de dezenas de participantes que se juntaram no protesto a favor da “libertação e autodeterminação do povo palestino”, conta porta-voz, Rodrigo Nogueira.

As escadas da igreja de Santa Cruz foram cobertas com mensagens como “cessar-fogo” e “fim do bloqueio a Gaza”. Velas foram iluminadas e cartazes que ilustravam a colonização do território palestino por Israel foram colados nas paredes. Gritos como “Palestina livre” ou “Palestina vencerá” ecoaram e discursos tanto em português como em inglês foram ouvidos.

Rodrigo Nogueira afirma que o objetivo não é apenas consciencializar a população, mas também permitir que as pessoas afetadas e sensibilizadas possam “fazer um luto conjunto e externo”. Refere que é difícil medir o interesse das pessoas, em especial estudantes, com base na participação nas mobilizações, pois a vida académica consome muito tempo. No entanto, alega que se notam cada vez mais pessoas com reações positivas e encorajadoras face à iniciativa.

O porta-voz declara que a situação atual “não é um conflito e sim uma ocupação e uma resistência por parte do lado que está a ser ocupado”. Confessa que tem existido um grande debate acerca de qual seria a melhor solução para o fim da guerra, sendo as respostas mais populares a criação de um único estado ou a de dois separatistas. Apesar disso, acrescenta que a “real resposta” a que chegaram é que apenas o povo palestino poderá tomar uma decisão sobre esta divisão de território.

Rodrigo Nogueira relembra que existem diversos autores, tanto israelitas como palestinos, que descrevem pormenorizadamente os acontecimentos e interesses que estão por detrás e que motivam esta guerra. Apela a que todos “continuem a falar e a se informar” para além dos meios de comunicação tradicionais, já que estes não contém “toda a verdade”.

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