Cultura

Orfeon Académico de Coimbra celebra o 143º aniversário com “Glória a Tolkien”

Cedida por Orfeon Académico de Coimbra

Espetáculo reúne banda sonora da saga Senhor dos Anéis e obras de Antonio Vivaldi. Orquestra Ad Hoc, Tuna Académica da UC e músicos convidados marcaram presença na atuação. Por Leonor Viegas

“Glória a Tolkien” é o nome do concerto de comemoração do 143º aniversário do Orfeon Académico de Coimbra (OAC). O evento integrado no Ciclo de Música Orphika da Universidade de Coimbra (UC) realizou-se esta esta quinta-feira, dia 7 de dezembro, no Teatro Académico de Gil Vicente. A atuação juntou a obra Gloria, de Antonio Vivaldi, com a banda sonora da saga Senhor dos Anéis.

Bernardo Alves, vice-presidente da comissão de gestão do OAC, confessa que “acrescentar algo novo e diferente” foi o intuito da junção das músicas dos filmes com peças barrocas. O músico explica a escolha do repertório como um paralelismo entre Tolkien e os integrantes do grupo. O herói da peça de Vivaldi “não era a pessoa mais forte, inteligente ou com mais capacidade, mas a mais simples, sem maldade” e a “única capaz de resolver o problema”. Já os artistas, enquanto “amadores, querem dar o melhor de si para, de alguma forma, conseguirem melhorar o dia das pessoas e passar um bocadinho da sua arte”.

O dirigente destaca a participação de outros músicos de fora do OAC e de alguns integrantes da Tuna Académica da UC. A atuação contou com a presença do maestro Artur Pinho Maria, o pianista João Henriques, a Orquestra Ad Hoc e com as vozes de Sílvia Craveiro, Mariana Chichorro e Teresa Aguiar. A última destas solistas pintou, de raiz, quatro aguarelas que serviram de ilustração durante o espetáculo, depois de estarem em exposição no TAGV.

Durante a preparação do concerto surgiram adversidades como conciliar os ensaios com a disponibilidade dos antigos integrantes do grupo, revela o artista. Acrescenta que “os arranjos do Senhor do Anéis foram um desafio” e que dois deles foram adaptados por membros do coro. Bernardo Alves sublinha que nestas obras a “banda é muito marcada pela presença da orquestra” e realça a dificuldade em combinar a diversidade das peças em vinte minutos de concerto.

No seguimento das comemorações, o estudante confessa a vontade do grupo em organizar uma atividade de limpeza em Coimbra, numa área que considerem que “precisa de alguma intervenção”. Esta iniciativa surge no âmbito da “preservação da natureza e das paisagens fantásticas como as que a trilogia de filmes [Senhor dos Anéis] apresenta”.

Diogo Martins, antigo integrante e presidente do OAC acredita que o objetivo do grupo agora é “crescer”. Considera que o Orfeon “acompanhou muitas fases da história do nosso país e sempre se adaptou às novas realidades da sociedade e da academia”. Bernardo Alves reitera que o grupo deve “continuar a ter um papel importante na formação e no crescimento das pessoas”. 

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