Cultura

Obra “Mulheres Incomuns”  reforça a importância em atingir igualdade de género

Catarina Duarte

Dar voz aos sucessos profissionais e pessoais femininos é raiz do projeto. CMI apela que êxitos das mulheres deixem de ser exceção à regra. Por Catarina Duarte e Camila Luís

No dia 15 de dezembro, pelas 18h, realizou-se a sessão de apresentação do livro “Mulheres Incomuns”, no qual estiveram presentes as escritoras Luísa Bernardes, Isabel Almeida Gomes e Vera Margarida Cunha,  que guiou o evento. O Pavilhão do Centro de Portugal, no Parque Verde do Mondego, acolheu a celebração contou  também com Manuela Grazina e Maria Manuel Leitão Marques, duas figuras retratadas na obra. A iniciativa visa criar uma realidade na qual as mulheres recebam o devido reconhecimento em várias áreas da sociedade em que atuam como o jornalismo, mundo empresarial, economia social e política.

No evento participou também a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Isabel Damasceno, e Miguel Fonseca, vereador da Câmara Municipal de Coimbra. A celebração dividiu-se em vários momentos como atuações musicais, entrevistas e uma sessão de autógrafos. Esta obra apresenta-se como um eco de 24 mentes femininas, das quais 12 são mulheres que têm histórias retratadas no livro que são descritas por outras 12 que aceitaram envolver-se no projeto.

Os dois pilares do evento passam por conferir uma maior visibilidade ao sucesso pessoal e profissional conquistado pelas mulheres e criar um espaço no qual “se possam sentir livres para serem quem são”, realça Vera Margarida Cunha. Pretendem ainda gerar um movimento civil para que os êxitos femininos deixem de ser vistos como uma exceção à regra ou uma questão de igualdade. “As mulheres continuam a estar sub-representadas em empresas multinacionais que respeitam a paridade de género”, sublinha a escritora.

Em Coimbra, a iniciativa homenageou Manuela Grazina, professora auxiliar na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (UC) e investigadora no Centro de Neurociências e Biologia Celular, e Maria Manuel Leitão Marques, professora catedrática da Faculdade de Economia da UC e deputada no Parlamento Europeu.  No final, Manuela Grazina foi também condecorada com o prémio de melhor docente pelos estudantes da sua faculdade.

A Comunidade Mulheres Incomuns (CMI) integra-se na associação Pista Mágica, um projeto alinhado à agenda 2030 da Organização das Nações Unidas.  A instituição não tem fins lucrativos e rege-se por uma lógica de trabalho voluntário, para a qual reverte uma parcela do lucro de cada livro vendido. A entidade acredita que ao seguir os princípios do “voluntariado e da cidadania ativa” vão poder transformar a sociedade. O arranque da iniciativa ambiciona que outras mulheres se inspirem e que percam o receio em dar a conhecer os seus feitos. O objetivo é sensibilizar a sociedade para a mudança e fazer “do incomum, comum” com a ambição de alcançar uma “sociedade mais equitativa”, sublinha Vera Margarida Cunha.

Por Camila Luís

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