Cidade

Fábrica solidária: de Pequenitos para crianças

Liliana Martins

Atelier oferece experiência na visita ao Portugal dos Pequenitos. Organização espera doar 400 jogos de tabuleiro. Por Joana Almeida e Liliana Martins.

O Portugal dos Pequenitos organizou uma atividade de construção de jogos para os mais novos. A “Fábrica de Brinquedos”, que decorre entre os dias 1 de dezembro e 7 de janeiro, visa a criação de um jogo de tabuleiro pelos participantes. A iniciativa, que pretende consciencializar para a solidariedade, direciona-se não só para famílias, como também para escolas.

Idealizada pela equipa interna do Portugal dos Pequenitos, a iniciativa propõe a inclusão das crianças e jovens em todos os processos de fabrico do jogo, desde a impressão das peças até ao empacotamento. Sob o mote “aprender a brincar”, o objetivo é que “as crianças tenham uma visão do ciclo de produção”, explica o diretor do parque, Nuno Gonçalves. Ao chegar à “fábrica”, os pequenos recebem um cartão de colaborador e põem mãos à obra. Os participantes iniciam as tarefas com a confeção das peças numa impressora 2D, seguem para a fase de pintura e, por fim, organizam-nas em caixas.

Segundo a organização, “aliar conhecimento e lazer” é uma das principais finalidades do projeto, que tem como temática a história de Portugal. Nesse sentido, o jogo “À Conquista do Portugal dos Pequenitos” é composto por 14 peças que simbolizam monumentos ou figuras históricas do país. Para jogar, o brinquedo inclui ainda um tabuleiro que representa o mapa do parque e cartas com perguntas alusivas ao tema.

Todos os brinquedos produzidos vão ser distribuídos por lares de acolhimento para crianças carenciadas. A organização estima entregar cerca de 400 jogos, de norte a sul do país. Assim, Nuno Gonçalves esclarece que o altruísmo é um dos valores que a atividade procura fomentar: “pretendemos consciencializar os jovens de que somos mais felizes a dar do que a receber”. Com estes valores, o dirigente acredita que “a atividade tem um efeito construtivo nas crianças”.

Por Liliana Martins
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