Cultura

“Ecos de Tradição” celebra 135º aniversário da TAUC

Cedida por Margarida Corte-Real

“Celebração fez jus ao trabalho realizado”, realça presidente de organismo. Evolução do grupo é destacada. Por Pedro Cruz

Para comemorar os seus 135 anos, a Tuna Académica da Universidade de Coimbra (TAUC) organizou o concerto “Ecos de Tradição”, no dia 8 de dezembro. A comemoração contou com a presença da Orquestra da TAUC, assim como com a participação dos músicos Ricardo Liz Almeida, Carolina Cardetas, Eduardo Almeida, Vera Silva,  Paulo Lapa, Soraia Cardoso e Ricardo Silva.

A presidente da TAUC, Inês Sequeira, exalta os ‘feedbacks’ positivos do evento, tanto por parte do público como dos músicos. “Foi uma celebração que fez jus ao trabalho de preparação realizado”, declara. Explica ainda que o momento consistiu “numa espécie de recapitulação dos últimos cinco anos”, em que “houve um grande crescimento da Orquestra”. Face a este progresso, a estudante comenta que o estilo do grupo mudou, ao apresentarem agora arranjos “mais complexos”, mas “igualmente interessantes”. Além disso, esclarece que o concerto serviu para assinalar esta evolução e para homenagear Augusto Hylario, antigo tuno.

A TAUC foi fundada em 1888, e, de acordo com a presidente, era uma tuna “diferente” das conhecidas pelos estudantes na atualidade. Explicita que, na época, a composição da Orquestra era dominada por instrumentos de corda, como guitarras e bandolins, “que não se encontram em outras orquestras”. Indica que, hoje em dia, são utilizados mais instrumentos clássicos de orquestra, como violinos, e de sopro.

O surgimento de outros grupos no seio da TAUC, como a Big Band Rags, fundada em 1995, é destacado pela presidente como outra grande mudança. Inês Sequeira releva o Périplo de África, em 1956, como um evento marcante da organização. “Foi uma das maiores viagens concretizadas por um organismo académico de Coimbra”, salienta.

Para Inês Sequeira, apesar do trabalho “cansativo”, é “gratificante” poder fazer parte e presidir a estrutura, que caracteriza como um “espaço único”. Nesse sentido, reconhece um futuro “brilhante” para a TAUC. “Todos os anos aparecem alunos da UC e de outras Instituições de Ensino Superior de Coimbra, pessoas de excelentes qualidades e com muita vontade, o que acaba por mover o grupo”, reitera.

Em termos de comemorações, a presidente explica estarem “perto do fim”, e informa a possibilidade de alguns eventos de cariz histórico para janeiro do próximo ano, ainda sem datas marcadas. “Estamos a planear atividades sobre artefactos da Tuna, importantes para o nosso conhecimento atual sobre sua a história”, esclarece.

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