Ensino Superior

CLIC/AAC abre as portas da Casa à multiculturalidade

Francisca Costa

Incentivar educação cultural dos estudantes e aproximar diferentes culturas move iniciativa. Atividades de cultura e linguística são promessas da Pró-Secção. Por Francisca Costa e Bruna Fontaine

No dia 13 de dezembro tomou posse a Direção e a Mesa do Plenário do Centro de Línguas, Identidades e Culturas da Associação Académica de Coimbra (CLIC/AAC), a mais recente Pró-Secção Cultural da Casa. Este evento marca uma nova etapa para a iniciativa que “veio do coração”, segundo a presidente de Mesa do Plenário do CLIC/AAC, Francisca Oliveira.

O vogal da política cultural da Direção-Geral da AAC (DG/AAC), Francisco Flor, refere que a estrutura tem como pilares o diálogo multicultural e novas dinâmicas interculturais na academia. Neste sentido, sublinha que “o CLIC/AAC vem preencher a lacuna que existia na AAC em relação à falta de um setor cultural ligado às línguas”.

Francisca Oliveira conta que a afinidade da presidente da Pró-Secção, Clara Caloy, com as culturas japonesa e coreana foi o mote para a criação de uma representação multicultural no seio da AAC. A ideia, segundo a dirigente da Mesa do Plenário, passa por “fornecer cursos de línguas que não estão disponíveis na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra”, com projeção entre o próximo semestre e o ano letivo seguinte.

A jovem considera que “a multiculturalidade da UC é evidente” e que o CLIC/AAC surge para proporcionar aos “estudantes de outras culturas a sensação de integração”. Francisca Oliveira defende que a Pró-Secção aparece da necessidade de uma maior educação cultural dos estudantes. A criação do CLIC/AAC é “um passo para uma vida académica mais multicultural, inclusiva e acolhedora, com um maior conhecimento sobre diferentes culturas”, reforça.

Os 15 associados que formam a estrutura são alunos portugueses que querem “aproximar os estudantes estrangeiros”, explica Francisco Flor. O vogal reafirma a importância da integração na AAC desta iniciativa para “fazer com que a cultura aumente cada vez mais, sendo esta um dos pilares fundamentais da Casa”. O estudante realça “o agrado da DG/AAC pelo aumento do número de secções” e pela relação mais próxima com os estudantes, criada pelo CLIC/AAC para refletir toda a comunidade da UC.

Francisca Oliveira ambiciona a atração de uma diversidade cultural de associados através de atividades dinamizadas junto da comunidade estudantil. Neste sentido, destaca a divulgação de histórias e escritores de nacionalidades diversas, por si considerado “um benefício para os estudantes da UC”. O recrutamento de membros é algo para que Francisco Flor chama a atenção: “é esperado que a Pró-Secção evolua e consiga mais associados para permitir a realização das próprias atividades”.

No presente, a Pró-Secção entra num regime probatório de, no mínimo, um ano, em que deve “mostrar o que vale ao Conselho Cultural da AAC, bem como à DG/AAC, para passar a ser uma secção efetiva”, clarifica Francisco Flor. A longo prazo, ascender a secção é um dos objetivos do CLIC/AAC. “Foi difícil chegar à tomada de posse e juntar membros suficientes, mas a ideia é ir com calma e chegar ao objetivo final”, reflete Francisca Oliveira, na mesma medida em que incentiva a participação de todos os estudantes nesta nova iniciativa.

O primeiro plano da estrutura passa pela organização de um evento de introdução que “não é voltado para uma cultura específica”, mas que “serve para clarificar o conceito de multiculturalidade”, explica Francisca Oliveira. Pertencer à nova Pró-Secção é possível através da rede social ‘Instagram’. Do mesmo modo, é incentivado o contacto com os responsáveis “caso haja ideias para eventos ou apenas para navegar pelo que o projeto tem a oferecer”, reforça a presidente da Mesa de Plenário. A associação pode ser feita, também, na secretaria da AAC, que “faz a ponte com os dirigentes do CLIC/AAC”, finaliza Francisco Flor.

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