Cidade

Mercado de Natal regressa à Praça do Comércio após o anúncio do seu cancelamento

Camila Luís

Música, gastronomia e artesanato marcam a mais recente edição do projeto. Falta de tempo para preparação do evento é realçado por trabalhadores de ‘stands’. Por Camila Luís e Bárbara Monteiro

No dia 1 de dezembro, às 18 horas, realizou-se a inauguração oficial do Mercado de Natal 2023, que contou com a presença de representantes da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), da Associação Redescobrir a Arte (ARA) e da Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra, os três principais promotores do evento. O projeto ilumina a Praça do Comércio durante o mês de dezembro com atividades ao ar livre, momentos musicais e produtos artesanais e alimentares, todos inseridos na programação do “Coimbra Natal’23”.

Apesar de o cancelamento do evento, que costuma ser organizado pela União de Freguesias de Coimbra (UFC), ter sido anunciado dia 9 de novembro, este acabou por ver a luz do dia. Na conferência de imprensa que marcou o início da programação, o vice-presidente da CMC, Francisco Veiga esclareceu que não existe nenhum “problema” quanto à decisão da UFC em não participar na organização do programa natalício. Aponta também que a entidade em questão contribuiu com o fornecimento gratuito de ‘stands’, uma vez que se apresenta como um dos colaboradores. O dirigente salienta ainda que “sem a União de Freguesias de Coimbra seria muito difícil haver mercado”, considerando a dificuldade em arranjar os materiais nesta época do ano.

O local destinado à festividade natalícia vai incluir um palco, onde vão decorrer ‘performances’ artísticas alusivas ao Natal, bem como animação de rua itinerante “A Praça é sua no Natal”. As sextas-feiras, sábados e domingos vão estar recheados com as tradicionais arruadas (desfiles compostos por grupos de concertinas), sete concertos corais na igreja de Santiago, grupos de fado e cantares de Natal por grupos de etnografia e folclore local. Já os mais novos vão ter a oportunidade de se cruzar com personagens natalícias, como um boneco de neve e uma rena. No recinto do evento vão estar também presentes 36 expositores dedicados ao artesanato e produtos alimentares regionais.

Camila Luís

A maioria dos participantes do projeto considerou que a existência de outro programa natalício no Parque Verde do Mondego, o Coimbra Magic Land, em nada compromete na adesão a esta edição do Mercado de Natal. Ana Isabel Barbosa, da banca “Classe de Sabores” considera que as programações “são conceitos distintos”. A seu ver, a iniciativa na Praça do Comércio é feita para os artesãos, enquanto o evento localizado à beira-rio é para o entretenimento das crianças. Luís Miguel, da banca “Terraço da Bairrada”, sublinha também que, ao visitar este mercado é possível perceber que “as barracas representam tudo aquilo que é Coimbra: algo genuíno, uma coisa nossa”, ao contrário do que se verifica no outro projeto. Por outro lado, Rui Alves acredita que o último evento mencionado pode influenciar o número de visitantes do mercado, mas não implica que “não vá correr bem”. 

O presidente da ARA, António Teixeira, confessa que se a iniciativa tivesse sido pensada com maior antecedência podia contar com outras atividades e identidades de apoio. Contudo, coloca a possibilidade de, em futuros eventos protagonizados pela ARA, pôr em prática os planos que não teve oportunidade de concretizar neste mercado. Na conferência, Francisco Veiga anunciou que a programação de Ano Novo da cidade, além dos três polos de atuação já revelados – Praça Dom Dinis, Sé Velha e Praça da República – vai contar com um quarto palco, na praça 8 de maio. Este vai ter “um conceito distinto”, com a atuação de uma banda de baile, de modo a proporcionar “um fim de ano para todos os gostos”.

To Top