Cidade

Rotundas de Coimbra preenchem-se de bandeiras pela Palestina

Marta Tavares

NCCPPC quer sensibilizar população para situação na Faixa de Gaza. Organização defende criação de dois Estados. Por Xavier Marques e Marta Tavares

No dia 28 de novembro, pelas 16h30, ocorreu uma iniciativa pela liberdade do povo palestiniano, na Praça da República, organizada pelo Núcleo de Coimbra do Conselho Português para a Paz e Cooperação (NCCPPC). O objetivo do evento foi sensibilizar a população sobre o conflito atual entre Israel e Palestina, tendo sido dispostas bandeiras que “simbolizam as crianças que foram mortas na Faixa de Gaza”, constata Lourenço Pinto, membro do NCCPPC. Estas bandeiras vão ser colocadas na maioria das rotundas de Coimbra até dia 5 de dezembro.

Esta iniciativa conta com os apoios da União de Sindicatos de Coimbra, do Projeto Ruído, do Movimento Democrático de Mulheres, dos Sindicatos de Professores, de Hotelaria, de Enfermeiros, entre outros. “O que o núcleo e as organizações que nos apoiam defendem é uma Palestina Livre”, declara Lourenço Pinto.

“Aquilo não é uma guerra, é um morticínio, um genocídio”, expressa Isabel Melo, professora aposentada e membro do NCCPPC, no que diz respeito ao estado atual do conflito. Lourenço Pinto acredita que a paz entre a Palestina e Israel só vai ser alcançada caso as potências mundiais colaborem. Assegura, ainda, que “se as resoluções da ONU fossem cumpridas a paz já estava instituída e evitavam-se mortes”. Acrescenta que a organização se distingue do movimento Coimbra pela Palestina por defender a existência de dois Estados, que apresenta como a única solução para que a guerra não se alastre.

Lourenço Pinto assevera que “a Palestina, custe o que custar, vencerá, porque não há duas verdades, só há uma”. A seu ver, a existência de interesses económicos é o principal potenciador da continuidade do conflito. Os membros do NCCPPC apelam à empatia dos cidadãos em Coimbra e pedem “que despertem”, uma vez que a adesão ao projeto ainda é pouca.

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