Cidade

Coimbra fica mais verde com novo plano para plantações de árvores

Projeto promete semear cerca de 1978 árvores pela cidade com apoio da CMC. Dia da Floresta Autóctone no município serve para potencializar o fim de caldeiras vazias. Texto e fotografia por Bruna Fontaine e Maria Silvia Lima

Hoje, dia 23 de novembro, pelas 16h15, a Câmara Municipal de Coimbra (CMC) anunciou o Plano Municipal de Plantações 2024/25, no âmbito das comemorações do Dia da Floresta Autóctone. A apresentação, que decorreu no Miradouro da Quinta da Fonte, contou com a presença do presidente da autarquia, José Manuel Silva, do vereador com o pelouro dos Espaços Verdes e Jardins, Francisco Queirós, e do presidente da Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais, José Francisco Rodeiro.

O plano apresentado prevê a plantação total de 2540 exemplares arbóreos e 2077 arbustos e subarbustos ao longo de 2024 e 2025, dos quais a CMC vai financiar 1978. Além do foco no aumento do espaço verde na área urbana de Coimbra, a iniciativa tem um conjunto de ações com vista a melhorar a gestão e manutenção do espaço público. Os discursos do presidente da Câmara e do vereador estabelecem como objetivos mitigar os efeitos das alterações climáticas e potencializar a qualidade de vida da comunidade.

A iniciativa destaca como preocupação acabar com as caldeiras vazias ao longo da cidade. Acabar o mandato com “todas as caldeiras em condições com árvores, com o devido orçamento e estudo técnico, e a preocupação com o meio ambiente” são os principais desafios para José Manuel Silva. Ao todo são 1094 caldeiras vazias pela cidade. Eliminam-se nesta contagem as caldeiras que fogem às novas legislações no ramo da acessibilidade das ruas, onde a plantação das árvores se refletiu num risco previamente analisado.

O novo planeamento surge em meio da contestação popular ao abatimento arbóreo na cidade, como é exemplo o movimento “Eu também”, responsável pela iniciativa “Quero ser uma árvore”. Francisco Queirós interpela este contexto com a distinção entre as questões no âmbito das obras do Metro Mondego e projetos que envolvem o departamento do espaço público. “Não se procedeu ao abate de qualquer árvore doente”, esclarece o vereador. Todas as árvores abatidas passaram por análise e foram consideradas uma ameaça à flora regional ou representavam perigo de queda, explica. Além disso, a cada ponto verde eliminado outros três serão restituídos com a devida organização, termina.

Hoje já foram plantadas 200 árvores, incluindo duas sementeiras de bolotas em escolas do concelho. A sensibilização pedagógica é realçada pelo vereador Francisco Queirós. Aponta a importância de um plano que passe por todos. Espera que seja de conhecimento geral “que a Terra é só uma e não há plano B, sendo importante a colaboração de toda a comunidade”.

As árvores que vão ser plantadas foram escolhidas tendo em conta a sua funcionalidade no ecossistema regional. Vão ser semeadas espécies provenientes da região centro, tendo em conta o enquadramento fitossociológico, como o Carvalho-cerquinho. Todo o processo pode ser acompanhado a partir do momento da plantação através do ‘site’ da CMC, onde cada árvore da esfera pública é identificada. Francisco Queirós finaliza que, “tendo em conta o panorama burocrático e o ritmo da natureza atuais, é agora que se planta para que os resultados sejam concretizados em novembro de 2025”.

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